Saúde • 11:34h • 30 de janeiro de 2026
Quebra-pedra pode virar aliado do SUS contra cálculos renais
Fitoterápico em desenvolvimento no Brasil aposta na prevenção e pode reduzir internações e custos do sistema público
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do CFF | Foto: CFF
A formação de cálculos renais, conhecida como pedra nos rins, está entre as principais causas de dor intensa e atendimentos de urgência no Brasil. Todos os anos, milhares de pessoas procuram prontos-socorros, passam por internações e realizam procedimentos especializados para tratar o problema, que afeta diretamente a qualidade de vida dos pacientes e gera impacto constante nos custos e nas filas do Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesse contexto, o país avança no desenvolvimento do primeiro fitoterápico nacional à base do quebra-pedra. A planta Phyllanthus niruri, amplamente usada na medicina popular, está sendo estudada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com o objetivo de integrar a lista de medicamentos ofertados pelo SUS.
A proposta é transformar o uso tradicional da planta em um medicamento padronizado, seguro e com comprovação científica. A expectativa é que o fitoterápico possa auxiliar tanto na prevenção quanto no manejo dos cálculos renais, sobretudo em pacientes com histórico de recorrência da doença.
Apesar do nome popular, o quebra-pedra não age apenas sobre pedras já formadas. Pesquisas indicam que seu principal efeito está na prevenção, ao interferir na formação e na agregação dos cristais que originam os cálculos, dificultando sua fixação nos rins. Com isso, reduz-se o risco de surgimento de novas pedras e de episódios repetidos.
A planta também pode ajudar na eliminação de fragmentos após procedimentos como a litotripsia, que utiliza ondas de choque para quebrar os cálculos. Ao facilitar a expulsão desses resíduos, o uso do fitoterápico pode contribuir para uma recuperação mais rápida e com menor risco de complicações.
Com a diminuição da formação e da recorrência dos cálculos renais, a incorporação do medicamento ao SUS tem potencial para reduzir internações, procedimentos de alta complexidade e a sobrecarga do sistema público de saúde, representando um avanço tanto no tratamento quanto na prevenção da doença.
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