Variedades • 08:02h • 08 de julho de 2026
Quem tem muitas prioridades acaba vivendo na urgência; o desafio é escolher apenas uma
Reflexão mostra como definir uma única prioridade por vez pode transformar a rotina profissional e impedir que problemas se acumulem
Coluna | Ana Clara Vasques Gimenez | Foto: Âncora1
Duas colunas, por falta de uma
A última semana foi conturbada, repleta de afazeres e prazos. Cobranças no trabalho jurídico em todos os âmbitos: advocacia e encerramento das aulas do Doutorado.
Com essas atividades exigindo tempo, dedicação, atenção plena e a prática da escrita (que, por sua vez, é mais complexa que o habitual, quando se encontra com os prazos recursais dos tribunais e as exigências da ABNT para artigos acadêmicos), muitas vezes precisamos fazer escolhas.
Dessas escolhas, acabei estendo a construção dessa coluna que tanto me agrada. Aqui, mais que um espaço para troca de informações e atualizações legais, mostramos quem somos para construir um bom trabalho.
Essa maturidade faz parte da vida profissional, na qual escolhemos “A PRIORIDADE” do dia, da semana, do mês, do ano, e assim por diante.
Quem atua com empresas e com o público, sabe que não existem “prioridades”, mas, sim, a sua forma singular:
PRIORIDADE
Ao definirmos prioridades, não enxergamos os detalhes que aquela tarefa exige de nós, e quem faz tudo, no final, não consegue fazer nada. E isso se transforma em URGÊNCIA, em incêndio que precisa ser controlado.
Essas urgências, que são reflexo das várias prioridades que sucumbiram em tarefas mal feitas e programadas, criam os gargalos da empresa. O mau atendimento dos clientes, da gestão de processos do empreendimento e das necessidades dos colaboradores, transformando tudo em um grande novelo de problemas que precisam de solução rápida e “urgente”.
Para uma gestão de qualidade, especialmente para aqueles profissionais liberais e intelectuais como eu, é preciso, antes de tudo, listar o que deve ser feito e a ordem da sua entrega. Assim, cada item é elaborado com dedicação, pesquisa aprofundada e minimização dos riscos e erros.
Feito isso, sigo para a próxima atividade.
Claro que, acima de tudo, é fundamental esclarecer que, embora não façamos tudo que o outro espera no tempo que ele deseja, nosso comprometimento deve estar ali, alinhado e devidamente comunicado.
Sendo assim, nesta semana ensolarada (até segunda ordem) e repleta de movimentos, espero que minhas reflexões nos lembre da importância da prioridade, para que ela não se torne urgência.
Ana Clara Vasques Gimenez, advogada e doutoranda em Direito.
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