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Saúde • 14:39h • 07 de março de 2026

Quem tomou dose fracionada da vacina contra febre amarela deve reforçar imunização

Especialistas alertam que proteção aplicada em campanha emergencial de 2018 pode estar chegando ao fim

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da CW Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Dose fracionada da febre amarela aplicada em 2018 pode perder efeito
Dose fracionada da febre amarela aplicada em 2018 pode perder efeito

Autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação contra a febre amarela, especialmente para pessoas que receberam a dose fracionada aplicada em campanhas emergenciais em 2018. Esse modelo de vacinação foi adotado em alguns estados brasileiros para ampliar rapidamente a cobertura vacinal diante da limitação no estoque de doses naquele período.

A proteção oferecida pela dose fracionada é estimada em cerca de oito anos, prazo que começa a se encerrar em 2026. Com isso, pessoas que receberam essa versão da vacina devem procurar uma unidade de saúde para verificar a necessidade de reforço e garantir a manutenção da imunização.

Na campanha realizada em 2018, a aplicação da dose fracionada ocorreu exclusivamente na rede pública de saúde. Já as vacinas oferecidas na rede privada seguem outro padrão e não possuem autorização para fracionamento. O alerta ganha importância em períodos de grande circulação de pessoas entre regiões urbanas e áreas de risco, como acontece durante feriados prolongados, férias e eventos com alto fluxo turístico.

O Brasil e diversas regiões das Américas são consideradas áreas endêmicas para a febre amarela, ou seja, locais onde o vírus circula de forma permanente na natureza. Embora os registros atuais de casos estejam concentrados em áreas específicas, o deslocamento frequente de pessoas entre diferentes regiões pode aumentar o risco de transmissão. “A doença é transmitida por mosquitos e não há registro de transmissão direta entre humanos. No entanto, o mosquito Aedes aegypti, presente nas cidades, pode atuar como vetor e transmitir o vírus”, explica a infectologista pediátrica Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde.

A circulação de pessoas entre áreas rurais e urbanas também contribui para ampliar o risco de exposição, especialmente em regiões próximas a áreas de mata onde o vírus pode estar presente. Por isso, especialistas destacam que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra a doença. A imunização é recomendada para pessoas entre 9 meses e 59 anos que ainda não foram vacinadas.

Apesar da gravidade potencial da febre amarela, ela não é a arbovirose mais comum no Brasil. Em número de casos, fica atrás de doenças como dengue, chikungunya e zika. Ainda assim, a infecção preocupa pelo risco de evolução grave. “É considerada uma doença de evolução abrupta e gravidade variável. Parte dos casos apresenta sintomas leves e autolimitados, mas os quadros graves têm elevada taxa de letalidade”, afirma a médica.

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