Gastronomia & Turismo • 20:38h • 16 de julho de 2026
Quer assistir à Copa de 2030? Veja quanto guardar por mês para realizar esse sonho
Especialista recomenda começar o planejamento financeiro ainda em 2026 para evitar dívidas e aproveitar o Mundial na Espanha, Portugal e Marrocos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026 fez muitos torcedores voltarem as atenções para o próximo Mundial. Mas quem sonha em acompanhar a Seleção de perto em 2030 precisa começar, desde já, um planejamento financeiro para transformar esse objetivo em realidade.
A próxima Copa terá como sedes principais Espanha, Portugal e Marrocos, além de partidas comemorativas do centenário no Uruguai, Argentina e Paraguai. A realização do torneio em diferentes países pode elevar os custos de quem pretende assistir a mais de um jogo ou viajar entre cidades e fronteiras.
Quanto pode custar a viagem?
Embora a Fifa ainda não tenha divulgado os preços oficiais dos ingressos, estimativas apontam que uma viagem de 10 a 12 dias deverá custar entre R$ 25 mil e R$ 50 mil por pessoa.
Nesse valor entram passagens aéreas, hospedagem, alimentação, ingressos, transporte, seguro-viagem e despesas extras. Para um planejamento confortável, especialistas recomendam considerar uma meta de aproximadamente R$ 35 mil.
Quanto guardar por mês?
Segundo o contador e professor André Charone, autor do livro A Verdade Sobre o Dinheiro, a viagem deve ser tratada como um projeto financeiro de médio prazo.
"Quanto mais cedo o torcedor começar, menor será o impacto mensal sobre o orçamento. O erro seria deixar para organizar tudo na véspera e depender de empréstimos, parcelamentos ou do limite do cartão de crédito", afirma.
Para acumular cerca de R$ 35 mil até 2030, o especialista estima que seja necessário reservar entre R$ 750 e R$ 850 por mês. Quem pretende fazer uma viagem mais econômica, de R$ 25 mil, precisará guardar pouco mais de R$ 500 mensais. Já um roteiro mais completo, estimado em R$ 50 mil, exigirá aportes superiores a R$ 1 mil por mês.
Onde aplicar esse dinheiro?
Como existe uma data definida para a utilização dos recursos, a recomendação é priorizar investimentos conservadores, como aplicações de renda fixa com baixo risco e boa liquidez.
"O objetivo não é tentar multiplicar rapidamente o dinheiro. É garantir que ele esteja disponível quando chegar o momento de comprar as passagens, reservar os hotéis e adquirir os ingressos", explica Charone.
O especialista também orienta que o dinheiro destinado à Copa fique separado da conta utilizada no dia a dia e que o torcedor programe transferências automáticas logo após receber o salário.
Viajar por dois continentes pode elevar ainda mais os custos
Quem pretende acompanhar partidas comemorativas na América do Sul e depois seguir para Europa ou Marrocos deverá preparar um orçamento ainda maior.
Nesse cenário, considerando novos voos, hospedagens e deslocamentos, o custo pode variar entre R$ 50 mil e R$ 70 mil por pessoa.
Para Charone, o tempo é o maior aliado de quem deseja realizar esse sonho sem comprometer as finanças. "Grandes objetivos financeiros são construídos por pequenas decisões repetidas durante vários meses. Quem começar agora poderá chegar a 2030 preocupado apenas com o desempenho da Seleção, e não com a fatura do cartão", conclui.
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