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Educação • 15:10h • 18 de julho de 2026

Quer ir bem no Enem? O erro que muitos cometem nas férias pode comprometer a nota

Em vez de tentar aprender todo o conteúdo do zero, período de recesso é ideal para revisar matérias, resolver provas anteriores e ganhar velocidade para o exame

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Tamer Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1

Férias podem fazer diferença no Enem; professor explica como estudar sem aumentar a ansiedade
Férias podem fazer diferença no Enem; professor explica como estudar sem aumentar a ansiedade

Com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) marcado para os dias 8 e 15 de novembro, o período de férias escolares pode representar uma oportunidade importante para quem deseja melhorar o desempenho na prova. Mas especialistas alertam que a estratégia mais eficiente nesta reta final não é tentar aprender uma grande quantidade de conteúdos novos, e sim consolidar o que já foi estudado, revisar os principais temas e praticar com exercícios.

Segundo o professor de Matemática do Grupo Eureka, Valdir Carlos da Silva, o recesso deve ser aproveitado para identificar dificuldades, reforçar conhecimentos essenciais e desenvolver mais confiança para enfrentar a prova.

Revisar rende mais do que começar conteúdos do zero

De acordo com o educador, muitos estudantes acreditam que precisam recuperar rapidamente tudo o que não aprenderam durante a Educação Básica. Essa pressão, porém, costuma aumentar a ansiedade e reduzir o aproveitamento dos estudos.

Na Matemática, por exemplo, o aprendizado é cumulativo. Novos conceitos dependem do domínio de conteúdos anteriores, o que torna a revisão ainda mais importante.

"O estudante resolve novos problemas utilizando conhecimentos que já construiu ao longo da vida escolar. Quando existem lacunas importantes, o cérebro encontra mais dificuldade para estabelecer essas conexões", explica o professor.

Resolver exercícios ajuda a ganhar velocidade

Além da revisão teórica, a recomendação é incluir uma rotina frequente de resolução de exercícios, simulados e provas anteriores do Enem.

Segundo Valdir, o objetivo não é decorar fórmulas, mas aprender a aplicar os conceitos em diferentes situações. "O treino faz com que o cérebro recupere essas informações com muito mais rapidez durante a prova, quase como acontece com a memória muscular", afirma.

Essa prática também ajuda o candidato a administrar melhor o tempo, um dos maiores desafios do Enem, especialmente em áreas como Matemática, onde muitos enunciados são longos e exigem interpretação antes dos cálculos.

Organização reduz a ansiedade

Outro ponto importante é estabelecer metas realistas para os meses que antecedem o exame. Para o especialista, compreender quais são os pontos fortes e as maiores dificuldades permite criar uma rotina mais eficiente e diminuir a sensação de sobrecarga.

O professor lembra que o Enem costuma representar uma oportunidade de ingresso no ensino superior e transformação de vida para milhares de estudantes, mas reforça que uma preparação equilibrada tende a produzir melhores resultados do que jornadas intensas e desorganizadas.

Três erros que podem comprometer a preparação

1. Tentar aprender todo o conteúdo de uma vez

Querer recuperar, em poucos meses, tudo o que não foi aprendido durante anos aumenta a ansiedade e reduz a eficiência dos estudos.

2. Apenas ler ou decorar conteúdos

A revisão precisa ser acompanhada de exercícios práticos. Resolver questões fortalece a aprendizagem e facilita a recuperação das informações durante a prova.

3. Não treinar no formato do Enem

Fazer simulados e resolver provas anteriores ajuda o candidato a desenvolver estratégia, controlar melhor o tempo e ganhar confiança para o dia do exame.

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