Economia • 09:40h • 16 de maio de 2026
Receita cruza dados com mais rapidez e aumenta risco de malha fina para empresários
Reta final da declaração aumenta alerta para erros que podem levar à malha fina, multas e questionamentos fiscais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Com o prazo final do Imposto de Renda 2026 marcado para 29 de maio, empresários, sócios e profissionais liberais entram na fase mais sensível da entrega da declaração. O avanço da fiscalização digital da Receita Federal e o cruzamento automatizado de dados vêm ampliando o risco de retenção em malha fiscal para contribuintes que apresentam inconsistências financeiras, omissão de receitas ou erros no preenchimento das informações.
Dados da Receita Federal mostram que 3,97 milhões de declarações ficaram retidas em malha fiscal em 2025, o equivalente a 8,7% do total processado no período. Segundo Alexandre Campos, advogado tributarista, sócio e diretor jurídico da Tributo Certo, muitos empresários ainda cometem o erro de tratar a declaração da pessoa física separadamente da realidade financeira das empresas.
Receita amplia capacidade de identificar inconsistências
A Receita Federal estima receber cerca de 44 milhões de declarações em 2026. Com o avanço da digitalização, a capacidade de identificar divergências aumentou significativamente, principalmente em casos envolvendo profissionais liberais, distribuição de lucros, despesas médicas e rendimentos considerados não tributáveis.
Segundo Marcio Lopes, empresário e CEO da Tributo Certo, muitos problemas surgem pela falta de organização documental ao longo do ano. “Muitos deixam para reunir informações na última semana e acabam esquecendo recebimentos, informando despesas sem documentação adequada ou preenchendo dados de forma inconsistente. Isso aumenta a chance de cair em malha e ainda compromete qualquer planejamento tributário futuro”, explica.
Entre os principais pontos de atenção destacados pelos especialistas estão inconsistências em receitas, confusão entre movimentações da pessoa física e da pessoa jurídica, despesas médicas sem comprovação e ausência de atualização patrimonial.
Erros recorrentes aumentam risco de malha fina
De acordo com os especialistas da Tributo Certo, um dos erros mais frequentes envolve a subdeclaração de receitas, principalmente entre empresários e profissionais liberais que recebem valores de múltiplas fontes ou realizam movimentações fora de controles formais. Outro problema comum é a mistura entre contas pessoais e empresariais, além de retiradas financeiras sem respaldo contábil adequado ou distribuição informal de lucros.
As despesas médicas também continuam entre os itens mais fiscalizados pela Receita Federal. Valores sem documentação compatível ou divergentes dos registros apresentados pelos prestadores de serviço costumam gerar retenções automáticas. Os especialistas alertam ainda para o excesso de confiança na declaração pré-preenchida. Embora a funcionalidade facilite o envio, ela não elimina a necessidade de revisão cuidadosa dos dados.
Aquisição e venda de imóveis, veículos, participações societárias e aplicações financeiras também exigem atualização correta para evitar inconsistências patrimoniais.
Fiscalização sobre empresas também aumentou
Além da fiscalização sobre pessoas físicas, a Receita Federal também vem ampliando o monitoramento sobre empresas. Em abril deste ano, o órgão informou que a autorregularização de grandes contribuintes pessoa jurídica alcançou R$ 58,2 bilhões em 2025, crescimento de 27% em relação ao ano anterior.
Segundo Alexandre Campos e Marcio Lopes, a reta final do Imposto de Renda deve ser encarada não apenas como obrigação burocrática, mas como momento estratégico para revisão fiscal e organização financeira.
Na avaliação dos especialistas, empresários que utilizam esse período para corrigir inconsistências e revisar estruturas tributárias conseguem reduzir riscos futuros e evitar passivos que podem impactar diretamente o caixa das empresas.
Com a proximidade do encerramento do prazo, a orientação é que contribuintes revisem informações com atenção, organizem documentos comprobatórios e busquem apoio técnico em situações mais complexas para evitar problemas posteriores com o fisco.
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