Economia • 09:50h • 09 de outubro de 2026
Receita envia cartas a 498 mil contribuintes na malha fina; veja como consultar e corrigir
Avisos serão encaminhados até 20 de outubro e quem encontrar erro pode retificar a declaração pela internet antes de uma eventual intimação do Fisco
Da Redação | Com informações da EBC | Foto: Divulgação
A Receita Federal está enviando cartas a 498.487 contribuintes que tiveram a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2026 retida na malha fina. Os avisos começaram a ser encaminhados em 5 de outubro e serão enviados em lotes semanais até o dia 20, com orientação para que possíveis inconsistências sejam verificadas e corrigidas antes de uma eventual intimação ou notificação.
A situação da declaração pode ser consultada pelo serviço Meu Imposto de Renda, disponível nos canais digitais da Receita Federal. O acesso exige conta Gov.br de nível prata ou ouro. Quando há retenção na malha fina, a declaração aparece com o status “Com Pendência”, e o sistema permite verificar o motivo.
Quem identificar erro ou omissão pode enviar uma declaração retificadora pelos próprios canais digitais, sem necessidade de comparecer a uma unidade da Receita. A regularização antes de uma ação formal do Fisco pode reduzir o risco de multas e de atraso no recebimento da restituição.
Se as informações declaradas estiverem corretas e houver documentação que as comprove, a orientação é não alterar a declaração. Nesse caso, o contribuinte deve guardar os documentos e aguardar uma eventual solicitação da Receita.
Erros que podem levar à malha fina
Entre os problemas apontados pela Receita estão a ausência de rendimentos recebidos de forma pontual, rendimentos de dependentes não declarados e a omissão de alguma fonte pagadora nos casos de contribuintes que recebem aposentadoria de mais de uma origem.
Despesas médicas também podem provocar inconsistências quando são informadas no ano errado, apresentam valor diferente daquele efetivamente pago ou incluem gastos que não podem ser deduzidos.
Outro erro citado é declarar o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) como despesa dedutível. Segundo a Receita, esse tipo de plano não é considerado previdência privada para fins de dedução do Imposto de Renda e não pode ser utilizado para reduzir a base de cálculo.
Carta não substitui consulta nos canais oficiais
O envio faz parte do Projeto Cartas 2026, criado para incentivar a correção voluntária de inconsistências antes de uma ação formal do Fisco.
Mesmo com o recebimento da correspondência, a Receita orienta que o contribuinte confirme a existência de qualquer pendência diretamente pelo Meu Imposto de Renda, no site ou aplicativo do órgão.
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