Variedades • 12:01h • 24 de setembro de 2026
Recursos simples tornam sites mais acessíveis para pessoas com deficiência
Imagens sem descrição, vídeos sem legenda e páginas que dependem do mouse estão entre obstáculos que dificultam o acesso de pessoas com deficiência à internet
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do MDH | Foto: Divulgação
Abrir um site, preencher um formulário ou assistir a um vídeo são tarefas comuns, mas nem sempre acessíveis a todos. Imagens sem descrição, campos mal identificados, falta de legendas e páginas que só funcionam com o mouse podem dificultar ou até impedir que pessoas com deficiência utilizem serviços, encontrem informações ou realizem atividades pela internet.
É justamente esse tipo de obstáculo que a acessibilidade digital busca eliminar. O conceito envolve desenvolver sites, aplicativos, documentos e sistemas considerando diferentes maneiras de navegar, compreender conteúdos e interagir com a tecnologia.
Uma pessoa cega, por exemplo, pode utilizar um leitor de tela, que converte em áudio as informações disponíveis na página. Pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida podem navegar usando teclado, comandos de voz, acionadores e outras tecnologias assistivas.
O que torna uma página mais acessível
Para que esses recursos funcionem adequadamente, algumas características precisam estar presentes desde a criação do conteúdo. Entre elas estão descrição textual das imagens, navegação sem mouse, legendas nos vídeos, audiodescrição quando elementos visuais forem essenciais, contraste adequado entre texto e fundo e organização lógica de títulos e subtítulos.
Campos e botões de formulários também precisam ser corretamente identificados, enquanto uma linguagem clara e objetiva facilita a compreensão. Essas medidas podem beneficiar ainda pessoas idosas, usuários de celulares e quem tem menor familiaridade com recursos digitais.
No Brasil, a acessibilidade digital é prevista pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que estabelece requisitos de acessibilidade para sites mantidos por órgãos de governo e empresas com sede ou representação comercial no país.
Entre as referências utilizadas estão o Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (eMAG), direcionado aos portais públicos, e as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG), adotadas internacionalmente. A participação de pessoas com deficiência nos testes de sites e aplicativos também pode revelar barreiras que ferramentas automatizadas não conseguem identificar.
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