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Responsabilidade Social • 13:09h • 29 de maio de 2026

Rede oferece apoio psicológico e orientação jurídica gratuita para mães em vulnerabilidade social

Projeto abre inscrições para mães assistidas, psicólogas e advogadas voluntárias até 26 de junho

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Floresta Ativisita

Rede oferece apoio psicológico e jurídico gratuito para mães que enfrentam maternidade sozinhas
Rede oferece apoio psicológico e jurídico gratuito para mães que enfrentam maternidade sozinhas

Enquanto milhões de mulheres enfrentam a maternidade sem rede de apoio, uma iniciativa brasileira busca ampliar o acesso gratuito a acolhimento psicológico e orientação jurídica para mães em situação de vulnerabilidade social. A Rede de Cuidados CAUSA está com inscrições abertas até o dia 26 de junho para novas participantes e profissionais voluntárias interessadas em integrar o projeto em 2026.

A seleção contempla quatro perfis: mães que buscam apoio gratuito, psicólogas colaboradoras, psicólogas gestoras e advogadas interessadas em atuação voluntária dentro da rede. Todos os atendimentos acontecem de forma online e gratuita.

Segundo dados apresentados pela própria organização, o Brasil possui atualmente cerca de 11 milhões de mães solo. Desse total, aproximadamente 70% vivem apenas com os filhos, sem rede de apoio próxima, enquanto 30% estão fora do mercado de trabalho. A taxa de desemprego entre mães também permanece acima da média nacional, alcançando 7,2%.

Criada em 2022, a CAUSA atua conectando mães, psicólogas e advogadas em uma rede colaborativa voltada ao fortalecimento da maternidade, ao acolhimento emocional e à ampliação do acesso à justiça.

Projeto conecta mães vulneráveis a psicólogas e advogadas em rede gratuita de acolhimento

Apoio psicológico e jurídico funciona em rede

Mais do que oferecer atendimentos individuais, o projeto funciona como uma estrutura coletiva de cuidado. A proposta é reunir profissionais voluntárias alinhadas a perspectivas de acolhimento humanizado e fortalecimento social das mulheres.

Segundo a organização, a atuação ocorre em formato pró-bono, sem remuneração, e não se caracteriza como vínculo empregatício ou prestação individual de serviço. O trabalho é realizado em rede, por meio de plataformas digitais gratuitas.

Entre os atendimentos oferecidos às mães assistidas estão apoio psicológico remoto e orientação jurídica em casos relacionados a guarda, visita, pensão alimentícia, investigação de paternidade, filiação e outras demandas ligadas ao direito de família.

As mães atendidas serão selecionadas com base em critérios como renda, território e urgência do caso apresentado. A prioridade será direcionada a mães com filhos pequenos e neurodivergentes.

Projeto busca psicólogas e advogadas voluntárias

A convocatória também busca profissionais da área de psicologia e direito interessadas em atuar voluntariamente na iniciativa.

No caso das psicólogas gestoras, a rede procura profissionais com registro ativo no CRP, experiência clínica ou institucional de pelo menos dois anos e disponibilidade mínima de cinco horas semanais. Elas serão responsáveis por coordenar fluxos de atendimento, acompanhar casos e auxiliar na supervisão clínica da rede.

Já as psicólogas colaboradoras atuarão diretamente no acolhimento remoto das mães assistidas, realizando triagem, acompanhamento terapêutico e participação em reuniões mensais do projeto.

A seleção de advogadas contempla profissionais com inscrição ativa na OAB, além de bacharéis e estudantes de Direito interessados em apoiar os atendimentos jurídicos. O projeto prioriza experiências ligadas a direito de família, violência contra a mulher, direito cível e direito criminal.

Segundo a organização, todos os atendimentos possuem caráter sigiloso e não poderão ser divulgados publicamente.

Seleção considera experiência e alinhamento humanizado

A comissão responsável pela seleção é formada por integrantes do núcleo gestor da ELLA, participantes da própria rede e colaboradoras parceiras do projeto.

Entre os critérios avaliados para profissionais estão experiência prévia, disponibilidade, alinhamento ético-político e perfil de atendimento humanizado. Já para mães assistidas, serão considerados fatores sociais e urgência da demanda apresentada.

As inscrições seguem abertas até 26 de junho e devem ser feitas exclusivamente pela plataforma Floresta Ativista. Consulte o edital completo aqui.

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Mãe Assistida - aqui

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