Saúde • 15:33h • 21 de fevereiro de 2026
Refluxo frequente pode aumentar risco de câncer? Saiba quando o sintoma vira alerta
Entenda como a inflamação crônica no esôfago pode evoluir para quadros mais graves
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Digital Trix | Foto: Arquivo/Âncora1
O refluxo gastroesofágico atinge entre 12% e 20% da população mundial, segundo a Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia, e está entre as condições digestivas mais comuns. Apesar de frequentemente associado apenas a episódios ocasionais de azia após refeições pesadas, o quadro persistente exige atenção médica, pois pode evoluir para complicações mais graves, incluindo alterações celulares associadas ao câncer.
A oncologista Dra. Renata D'Alpino, da Oncoclínicas&Co, alerta que o refluxo crônico não deve ser banalizado. Quando o ácido do estômago retorna repetidamente ao esôfago, pode provocar inflamação contínua da mucosa, favorecendo lesões e alterações celulares ao longo do tempo.
Como o refluxo pode evoluir
O contato constante do ácido gástrico com o esôfago pode causar esofagite, que é a inflamação da parede do órgão. Em alguns casos, o processo inflamatório prolongado pode levar ao chamado esôfago de Barrett, condição em que as células da região sofrem transformação. Segundo a especialista, essa alteração aumenta significativamente o risco de desenvolvimento de neoplasia.
Apesar disso, o refluxo não significa automaticamente que o paciente desenvolverá câncer. O risco está relacionado principalmente à persistência do quadro sem tratamento e à presença de fatores associados.
Quando investigar
A orientação médica é procurar avaliação quando os sintomas se tornam frequentes ou persistentes. A endoscopia digestiva alta é um dos exames indicados para analisar a mucosa do esôfago e identificar possíveis complicações.
Embora o câncer gástrico e o câncer de esôfago sejam mais comuns após os 55 anos, podem ocorrer também em pessoas mais jovens, especialmente quando há fatores de risco como alimentação inadequada, obesidade, tabagismo e histórico familiar.
Sintomas que vão além da azia
Nem todo refluxo se manifesta apenas com queimação. Outros sinais podem indicar a condição:
- Pigarro constante;
- Tosse crônica;
- Dor no peito;
- Rouquidão;
- Dor frequente na garganta.
Esses sintomas ocorrem porque o ácido pode atingir a laringe e a faringe, provocando irritação.
Como aliviar o desconforto
O refluxo é uma condição crônica, mas seus sintomas podem ser controlados com mudanças de hábitos e acompanhamento médico. Entre os principais fatores de risco estão dieta rica em gordura, consumo excessivo de café, obesidade, tabagismo, uso de determinados medicamentos e estresse.
Algumas medidas simples podem ajudar a reduzir as crises:
- Fazer refeições menores e fracionadas;
- Evitar alimentos muito ácidos ou gordurosos;
- Não deitar até três horas após comer;
- Manter a cabeceira da cama elevada;
- Controlar o peso corporal.
A especialista reforça que cada caso deve ser analisado individualmente. O tratamento adequado reduz inflamações recorrentes e diminui o risco de complicações a longo prazo.
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