Saúde • 13:51h • 21 de fevereiro de 2026
Saúde bucal deve ser monitorada principalmente durante tratamento com semaglutida
Uso de semaglutida está associado a boca seca, mau hálito e erosão dentária, segundo dentista
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Presse | Foto: Arquivo/Âncora1
O uso de medicamentos à base de semaglutida, indicados para controle da obesidade e amplamente conhecidos por nomes comerciais como Ozempic e Wegovy, pode trazer efeitos colaterais além dos já relatados no sistema digestivo. Segundo a dentista Luiza Rebelo Roth Ayub, especialista em periodontia, ortodontia e Invisalign, pacientes que utilizam esse tipo de medicação podem apresentar alterações importantes na saúde bucal, incluindo boca seca severa, aumento do risco de cáries e desgaste dentário.
A semaglutida atua reduzindo o apetite e retardando o esvaziamento gástrico. No entanto, de acordo com a especialista, o medicamento também pode interferir nas glândulas salivares, diminuindo a produção de saliva, condição conhecida como hipossalivação.
Boca seca e maior risco de complicações
A saliva exerce papel fundamental na proteção dos dentes e das mucosas orais. Quando sua produção diminui, há maior propensão ao acúmulo de bactérias e à formação de placas. Além disso, relatos indicam que a saliva pode se tornar mais espessa, favorecendo o ressecamento da boca.
Entre as consequências mais comuns está a halitose persistente. A redução do fluxo salivar dificulta a limpeza natural da língua e da cavidade oral, criando ambiente propício para a proliferação de micro-organismos. Também podem surgir alterações na língua, como revestimento esbranquiçado.
Erosão dentária associada a vômitos
Outro ponto de atenção envolve episódios de náuseas e vômitos, efeitos colaterais relatados por parte dos usuários. O contato frequente dos dentes com o ácido gástrico pode provocar erosão do esmalte, especialmente na parte interna dos dentes. Segundo a especialista, o desgaste é progressivo e não pode ser revertido, podendo comprometer função e estética.
Ela orienta que, após episódios de vômito, a escovação seja adiada por cerca de 30 minutos. O recomendado é enxaguar a boca com água ou enxaguante bucal e aguardar antes de escovar, para evitar espalhar o ácido sobre o esmalte fragilizado.
Atenção redobrada e medidas preventivas
Para reduzir os impactos, algumas estratégias podem ser adotadas durante o tratamento:
- Manter hidratação frequente ao longo do dia;
- Utilizar chicletes sem açúcar para estimular a salivação;
- Incluir alimentos com probióticos na dieta;
- Reforçar a higiene oral com escovação adequada e uso de fio dental;
- Reduzir o consumo de alimentos ácidos.
A especialista reforça que qualquer alteração persistente, como boca seca intensa, mau hálito constante ou dor nos dentes, deve ser avaliada por um dentista. O acompanhamento profissional é considerado essencial para prevenir danos mais graves durante o uso da medicação.
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