Saúde • 12:45h • 21 de abril de 2026
Saúde bucal pode influenciar doenças do coração e até do cérebro, apontam estudos
Infecções silenciosas na boca podem atingir a corrente sanguínea e ampliar riscos sistêmicos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Central Press | Foto: Arquivo/Âncora1
A saúde bucal tem impacto direto no funcionamento do organismo e pode estar relacionada ao desenvolvimento de doenças graves, como infarto, AVC e até declínio cognitivo. Estudos recentes reforçam que infecções na cavidade oral não se limitam à boca e podem desencadear processos inflamatórios em diferentes partes do corpo.
A explicação está na própria estrutura da região. A mucosa bucal é altamente vascularizada e funciona como uma das principais portas de entrada para o organismo. Quando há inflamações, feridas ou infecções, bactérias podem alcançar a corrente sanguínea com mais facilidade, afetando órgãos vitais.
De acordo com a dentista e diretora da Neodent, Priscila Cordeiro, doenças periodontais como gengivite e periodontite estão entre os principais fatores de risco. Muitas vezes silenciosas nos estágios iniciais, essas condições podem evoluir para inflamações crônicas com impacto sistêmico relevante.
Relação com doenças cardiovasculares e neurológicas
A conexão entre saúde bucal e doenças cardiovasculares já é considerada consistente por especialistas. Processos inflamatórios originados na boca podem contribuir para a formação de placas de gordura nas artérias, fenômeno conhecido como aterosclerose, elevando o risco de eventos como infarto e AVC.
Além disso, pesquisas recentes indicam uma possível relação entre infecções bucais e o declínio cognitivo. Bactérias e mediadores inflamatórios podem alcançar o cérebro e contribuir para processos inflamatórios ao longo do tempo. Embora essa associação ainda esteja em estudo, o tema tem ganhado atenção na comunidade científica.
Sinais de alerta e cuidados no dia a dia
Alguns sinais costumam ser ignorados, mas podem indicar problemas mais sérios, como sangramento gengival, mau hálito persistente, retração da gengiva, sensibilidade e mobilidade dos dentes. Alterações na mordida e na posição dentária também exigem atenção, especialmente em pacientes que utilizam aparelhos ortodônticos.
Nesses casos, alternativas como alinhadores transparentes podem facilitar a higienização e contribuir para a manutenção da saúde bucal durante o tratamento, já que permitem a retirada para escovação e uso do fio dental.
Prevenção é o principal caminho
A prevenção segue como a forma mais eficaz de evitar complicações. Hábitos simples, como escovação adequada, uso diário do fio dental e visitas regulares ao dentista, são fundamentais para impedir o avanço de infecções.
O controle de fatores de risco, como tabagismo e diabetes, também desempenha papel importante na manutenção da saúde bucal e geral. A abordagem integrada entre odontologia e saúde sistêmica reforça que cuidar da boca é também cuidar do corpo como um todo.
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