Saúde • 08:03h • 13 de junho de 2026
Sarampo: infectologista alerta sobre vacinação em viagens para a Copa
Países-sede do Mundial respondem por 70% dos casos nas Américas
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
O aumento dos casos de sarampo nos Estados Unidos, México e Canadá, países que receberão partidas da Copa do Mundo de 2026, acendeu um alerta para a importância da vacinação entre os brasileiros que pretendem viajar para o torneio. Juntos, os três países concentram cerca de 70% dos registros da doença nas Américas.
Especialistas destacam que o sarampo é uma enfermidade altamente contagiosa, capaz de se espalhar rapidamente entre pessoas não imunizadas. O cenário preocupa devido à queda das coberturas vacinais observada nos países da América do Norte e também em algumas regiões do Brasil.
Nos últimos anos, os casos da doença cresceram significativamente nos países-sede do Mundial. O Canadá registrou mais de cinco mil ocorrências em 2025, o que levou à perda do status de país livre do sarampo. O México também apresentou forte aumento nos registros, enquanto os Estados Unidos seguem enfrentando surtos em diferentes estados.
O principal risco está relacionado aos viajantes que não completaram o esquema vacinal. Além da possibilidade de contrair a doença durante a viagem, existe o temor de que casos importados contribuam para a reintrodução do vírus no Brasil.
O país recebeu novamente, em 2024, a certificação de livre da circulação endêmica do sarampo, após anos de esforços para ampliar a cobertura vacinal. No entanto, especialistas alertam que a baixa adesão às vacinas pode favorecer novos surtos.
Em 2025, o Brasil registrou 38 casos da doença, todos relacionados à importação do vírus. Já em 2026, foram confirmados dois casos em pessoas sem histórico de vacinação.
A recomendação é que todos os viajantes verifiquem sua situação vacinal antes do embarque. Pessoas de 1 a 29 anos devem ter recebido duas doses da vacina contra o sarampo. Já adultos entre 30 e 59 anos precisam comprovar ao menos uma dose.
O Ministério da Saúde também orienta que a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, seja aplicada pelo menos 15 dias antes da viagem. As doses estão disponíveis gratuitamente nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
A imunização é considerada a principal forma de prevenção contra a doença, que pode causar complicações graves, como pneumonia, infecções de ouvido, inflamação cerebral e até morte. Em gestantes, o sarampo também aumenta os riscos de parto prematuro e de bebês com baixo peso ao nascer.
Transmitido pelo ar, por meio da tosse, fala ou respiração, o vírus pode ser espalhado antes mesmo do surgimento dos sintomas. Entre os sinais mais comuns estão febre alta, tosse, coriza, irritação nos olhos e manchas vermelhas que começam no rosto e se espalham pelo corpo. Os sintomas costumam surgir entre sete e 14 dias após o contato com o vírus.
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