Saúde • 10:51h • 07 de outubro de 2026
Sarampo volta ao radar da saúde em SP e vigilância acompanha cadeias de transmissão do vírus
Estado acompanha cadeias de transmissão da doença enquanto cobertura da primeira dose da vacina avança para 93,24%
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação
O Estado de São Paulo mantém sob monitoramento as cadeias de transmissão do sarampo identificadas desde junho, após confirmar 41 casos da doença em 2026. Do total, 31 ocorreram em pessoas sem registro de vacinação ou com esquema incompleto, enquanto cerca de 61% dos pacientes são crianças menores de 2 anos. Nenhuma morte foi registrada.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), são 37 casos na capital, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André. O acompanhamento mais recente indica redução da circulação do vírus em parte das cadeias identificadas.
A vigilância busca estabelecer a ligação entre os pacientes e acompanhar o caminho percorrido pelo vírus. Para uma cadeia ser considerada encerrada, precisam transcorrer 12 semanas sem novos casos relacionados, contadas a partir do início do exantema, as manchas vermelhas na pele, do último paciente confirmado.
Guarulhos e São Bernardo estão sob acompanhamento
Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, as equipes acompanham o período necessário para avaliar se as cadeias relacionadas aos casos registrados foram interrompidas. Uma primeira cadeia identificada entre março e abril, associada a dois casos importados, já foi encerrada depois de completar o período exigido sem novos registros relacionados.
As demais cadeias identificadas em junho, julho e agosto continuam em monitoramento. O trabalho envolve investigação de notificações suspeitas, rastreamento de contatos, busca ativa, bloqueio vacinal e análises realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz. Nos casos confirmados, a Fiocruz também faz o sequenciamento genético do vírus para auxiliar na identificação de possíveis relações entre as ocorrências.
O Brasil mantém o status de eliminação da transmissão endêmica do sarampo. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a situação brasileira e paulista é classificada como de transmissão limitada, com casos esporádicos e cadeias identificadas.
Cobertura da primeira dose chega a 93,24%
A cobertura da primeira dose contra o sarampo em São Paulo passou de 86,56% em abril para 93,24% em julho. A segunda dose avançou de 72,72% para 78,37% no mesmo período.
A vacina está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde dos 645 municípios paulistas. Crianças devem receber a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas de até 29 anos precisam comprovar duas doses, enquanto aquelas entre 30 e 59 anos devem ter pelo menos uma. Para trabalhadores da saúde, são necessárias duas doses independentemente da idade.
A chamada dose zero é indicada para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias residentes em São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, além de situações de bloqueio definidas pela vigilância epidemiológica. Essa aplicação adicional não substitui as doses previstas no calendário aos 12 e 15 meses.
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