Responsabilidade Social • 11:43h • 02 de março de 2026
Seca, enchentes e calor: SP foi um dos estados mais afetados pelo clima em 2025
Prejuízos econômicos são da ordem de R$ 3,9 bilhões
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
O ano de 2025 foi o terceiro mais quente da história do planeta — e o Brasil sentiu isso na pele. Um relatório do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) revela que mais de 336 mil pessoas foram afetadas por desastres climáticos no país ao longo do ano, com prejuízos que chegaram a R$ 3,9 bilhões. São Paulo foi um dos estados que registrou seca em 100% do seu território em novembro, e a região Sudeste — que inclui o interior paulista — concentrou 43% de todas as ocorrências nacionais.
Os números do relatório Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil são alarmantes: foram 1.493 eventos hidrológicos registrados no país em 2025, entre secas intensas, alagamentos, enchentes, enxurradas e deslizamentos de terra. Desse total, 1.336 foram de pequeno porte, 146 de médio porte e 11 de grande porte — estes últimos com impacto direto em vidas e infraestrutura.
O verão de 2024/2025 foi o sexto mais quente desde 1961 no Brasil. Sete ondas de calor e outras sete ondas de frio marcaram o calendário, alternando extremos que castigaram especialmente populações em situação de vulnerabilidade social e municípios com menor capacidade de resposta a emergências.
São Paulo e o interior na mira da crise climática
Em novembro de 2025, São Paulo figurou entre os oito estados brasileiros que registraram 100% de seu território em situação de seca — ao lado de Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. Para o interior paulista, esse dado se traduziu em lavouras prejudicadas, queda na qualidade do ar por queimadas, e pressão sobre o abastecimento de água em cidades menores.
A região Sudeste como um todo — que abrange São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo — concentrou 43% de todos os eventos climáticos registrados no país, sendo o território mais afetado do Brasil em 2025.
Os prejuízos em números
O impacto econômico foi severo. O relatório estima prejuízos totais da ordem de R$ 3,9 bilhões, com a região Sul acumulando a maior fatia: aproximadamente R$ 1,5 bilhão. No setor agrícola, o município de São Francisco (MG) registrou perdas de cerca de R$ 526 milhões após chuvas intensas em dezembro. O interior paulista, com forte vocação no agronegócio, também sentiu os efeitos das oscilações extremas na produtividade das lavouras de soja, milho e cana-de-açúcar.
O Brasil mais vulnerável
O documento aponta que 2.095 das 5.570 cidades brasileiras estão expostas a riscos geo-hidrológicos — ou seja, quase 4 em cada 10 municípios do país. Esses locais concentram 75% da população nacional e devem ser foco prioritário de ações de prevenção e gestão de riscos. O relatório recomenda que essas cidades sejam priorizadas em investimentos de infraestrutura, planos de contingência e sistemas de alerta precoce.
O que vem pela frente?
Especialistas do Cemaden alertam que a tendência é de agravamento. A previsão é de que ondas de calor se tornem mais frequentes e intensas nos próximos anos, com chuvas cada vez mais concentradas em períodos curtos — o que aumenta o risco de enchentes e deslizamentos mesmo em cidades que historicamente não tinham esse perfil de risco.
Para os moradores de Assis e região, o alerta é claro: o clima do interior paulista está mudando, e os eventos extremos — como as chuvas concentradas de verão e as secas prolongadas que prejudicam o agronegócio local — tendem a se intensificar nas próximas décadas.
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