Variedades • 10:06h • 18 de março de 2026
Segurança digital: como evitar fraudes com ligações e dados bancários
Especialista alerta para fraudes com falsificação de chamadas e destaca ferramentas do governo que ajudam a identificar irregularidades
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Dampress Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
O avanço dos crimes digitais no Brasil tem elevado o nível de sofisticação dos golpes e aumentado os riscos para a população. Entre as estratégias mais recentes está a falsificação do número de telefone, técnica conhecida como ID spoofing, em que o golpista consegue fazer uma ligação parecer originada de canais oficiais, como centrais de atendimento de bancos.
Nesse tipo de fraude, o número exibido no celular da vítima pode ser o mesmo que está salvo na agenda como sendo do banco, o que reduz a desconfiança e facilita a abordagem. Especialistas em segurança digital apontam que, mesmo nesses casos, instituições financeiras não solicitam senhas, transferências ou instalação de aplicativos por telefone.
A principal orientação é interromper a ligação imediatamente e, caso necessário, entrar em contato com o banco por canais oficiais, como o número disponível no verso do cartão.
Além das fraudes por telefone, o uso indevido de dados pessoais também tem sido uma das principais preocupações. Para monitorar possíveis irregularidades, o Banco Central disponibiliza o sistema Registrato, acessível pelo portal Gov.br. A ferramenta permite consultar empréstimos em aberto, contas vinculadas ao CPF e chaves Pix cadastradas, possibilitando identificar movimentações suspeitas.
Outra ferramenta disponível é o programa Celular Seguro, do Governo Federal, que permite bloquear rapidamente o aparelho e aplicativos financeiros em casos de roubo ou furto, reduzindo o risco de uso indevido.
No caso de pagamentos, a recomendação é verificar sempre os dados do beneficiário antes de confirmar boletos ou transferências, conferindo informações como nome e CNPJ diretamente no aplicativo do banco.
Especialistas destacam que a prevenção continua sendo a principal forma de proteção. Desconfiar de contatos inesperados, evitar compartilhar dados sensíveis e utilizar ferramentas oficiais de monitoramento são medidas que ajudam a reduzir o risco de fraudes.
O aumento da digitalização dos serviços financeiros amplia a praticidade para os usuários, mas também exige maior atenção no uso das tecnologias, especialmente diante de golpes cada vez mais sofisticados.
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