Variedades • 14:51h • 15 de maio de 2026
Segurar a urina e beber pouca água podem aumentar risco de infecção urinária
Baixa ingestão de água, higiene inadequada e hábito de segurar a urina aumentam os riscos da condição, que atinge principalmente mulheres
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da AFonte Comunica | Foto: Arquivo/Âncora1
Práticas consideradas comuns na rotina podem favorecer o surgimento da infecção urinária, problema que afeta milhões de pessoas todos os anos e atinge cerca de 50% das mulheres, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). O alerta é da ginecologista Loreta Canivilo, que chama atenção para hábitos cotidianos relacionados ao aumento dos casos e destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento correto.
A infecção urinária ocorre quando microrganismos, principalmente bactérias, invadem o trato urinário. Entre os fatores mais associados ao problema estão baixa ingestão de água, higiene íntima inadequada, hábito de segurar a urina por longos períodos e uso frequente de roupas íntimas apertadas ou feitas com tecidos sintéticos.
Segundo Loreta Canivilo, pequenos comportamentos repetidos diariamente podem criar um ambiente favorável para a proliferação de bactérias na região íntima, aumentando o risco de infecção. “Esses hábitos favorecem a proliferação de bactérias na região íntima e aumentam o risco de elas atingirem o trato urinário”, explica a ginecologista.
Diferentes tipos de infecção exigem atenção
A especialista destaca que a infecção urinária pode se manifestar de formas diferentes, dependendo da região afetada do sistema urinário.
A cistite é o tipo mais comum e afeta a bexiga. Os sintomas geralmente incluem ardência ao urinar, aumento da frequência urinária, sensação constante de bexiga cheia e dor na parte inferior do abdômen.
Já a pielonefrite é considerada uma infecção mais grave, pois atinge os rins. Nesses casos, podem surgir febre alta, dores lombares, calafrios e mal-estar intenso, quadro que exige atendimento médico imediato. Outro tipo é a uretrite, que afeta a uretra e pode estar associada a infecções sexualmente transmissíveis.
Entre os sinais mais comuns da infecção urinária estão ardência ao urinar, urgência urinária, aumento da frequência para ir ao banheiro com eliminação de pouco volume de urina, dor pélvica e, em situações mais graves, sangue na urina e febre. “É fundamental que, ao perceber esses sinais, a pessoa procure atendimento médico para diagnóstico correto e início do tratamento adequado”, orienta Loreta Canivilo.
Automedicação pode agravar o problema
O tratamento da infecção urinária costuma ser feito com antibióticos prescritos por profissionais de saúde, além do aumento da ingestão de líquidos para auxiliar na eliminação das bactérias.
A ginecologista alerta, porém, que a automedicação pode dificultar o tratamento e aumentar os riscos de resistência bacteriana. “O uso indiscriminado de antibióticos pode mascarar sintomas e contribuir para a resistência bacteriana, tornando o quadro mais difícil de tratar”, afirma.
Segundo a especialista, o acompanhamento médico é importante principalmente nos casos recorrentes, quando a infecção volta com frequência ou apresenta sintomas mais intensos.
Prevenção depende de mudanças simples na rotina
A prevenção continua sendo a principal forma de evitar complicações e recorrências da infecção urinária. Entre as orientações estão beber bastante água ao longo do dia, não segurar a urina, manter higiene íntima adequada e preferir roupas íntimas de algodão.
Urinar após relações sexuais também é uma recomendação importante para reduzir o risco de proliferação bacteriana. Além disso, Loreta Canivilo orienta evitar duchas íntimas e produtos perfumados na região genital, já que esses itens podem alterar a flora natural de proteção e favorecer infecções.
Manter alimentação equilibrada, fortalecer a imunidade e observar sinais do corpo também ajudam na prevenção. “Pequenas mudanças no dia a dia fazem grande diferença na saúde urinária e na qualidade de vida, especialmente das mulheres, que são mais suscetíveis à infecção”, destaca a ginecologista.
Para a especialista, informação, atenção aos sintomas e cuidados preventivos são fundamentais para reduzir riscos e evitar complicações futuras relacionadas à saúde íntima.
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