Economia • 16:16h • 31 de março de 2026
Sem salário fixo, quase 30 milhões de brasileiros precisam de planejamento financeiro
Trabalhadores por conta própria enfrentam renda variável e maior exposição a juros, exigindo organização para garantir estabilidade
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Âncora1
Cerca de 29,8 milhões de brasileiros trabalham por conta própria, segundo dados da PNAD Contínua 2024 do IBGE, e lidam com desafios como renda instável, ausência de benefícios e maior vulnerabilidade em cenários de juros elevados. Nesse contexto, o planejamento financeiro se torna essencial para garantir estabilidade e crescimento.
Sem salário fixo, 13º ou férias remuneradas, esse grupo precisa estruturar melhor suas finanças para evitar endividamento e manter o equilíbrio ao longo do ano. A falta de previsibilidade é apontada como um dos principais obstáculos para quem atua de forma autônoma.
Dados do Relatório de Impacto 2025 da PayJoy Brasil indicam que a busca por soluções financeiras acessíveis tem crescido. A empresa soma 19 milhões de clientes em nove países, com expansão anual superior a 40%, refletindo a demanda por crédito entre trabalhadores com renda variável.
Nesse público, 50% atuam na informalidade e 87% não têm acesso ao crédito tradicional. O impacto direto aparece no uso da tecnologia: 65,8% utilizam o smartphone como ferramenta de trabalho e 64,1% relatam aumento de renda após a aquisição do dispositivo.
Segundo José Bianchin, diretor de Novas Iniciativas da PayJoy Brasil, o principal desafio está na organização financeira diante da instabilidade de receitas. Ele destaca que o planejamento permite ao profissional sair de uma lógica de reação e avançar para uma gestão mais estratégica.
Confira cinco orientações para melhorar a organização financeira:
- Separar finanças pessoais e profissionais
Manter contas distintas ajuda a identificar lucros, custos e evita confusão no controle financeiro; - Criar uma reserva de emergência
O ideal é acumular entre seis e 12 meses de despesas essenciais, reduzindo a necessidade de crédito em momentos de baixa renda; - Planejar períodos de alta e baixa demanda
Mapear variações ao longo do ano permite distribuir melhor os recursos e evitar desequilíbrios; - Definir uma retirada mensal fixa
Estabelecer um valor mensal para uso pessoal contribui para maior previsibilidade no orçamento; - Utilizar crédito com estratégia
O crédito deve ser direcionado para investimento no negócio, como compra de equipamentos ou ampliação de estoque, evitando uso para despesas recorrentes.
A organização financeira individual também impacta a economia como um todo, já que trabalhadores autônomos representam parcela significativa da força produtiva do país.
Em um cenário de custo de vida elevado e crédito mais caro, a gestão financeira deixa de ser apenas uma recomendação e passa a ser fundamental para a sustentabilidade e o crescimento de quem trabalha por conta própria.
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