Variedades • 18:34h • 03 de novembro de 2026
Seu filho joga online? Conheça cinco sinais de golpes e manipulação em jogos e redes sociais
Criminosos usam amizades virtuais, recompensas e até inteligência artificial para conquistar a confiança de menores e obter informações pessoais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
Crianças e adolescentes estão expostos a golpes digitais que começam com conversas aparentemente inocentes em jogos online, redes sociais e aplicativos de mensagens. O alerta é do Santander, que identificou estratégias utilizadas por criminosos para conquistar a confiança de menores, obter dados pessoais e até alcançar informações financeiras de pais e responsáveis. As abordagens podem envolver falsas amizades, promessas de recompensas, pedidos de sigilo e manipulação emocional.
Segundo o banco, os golpistas costumam participar de partidas, chats e comunidades virtuais, oferecendo presentes, itens de jogos ou vantagens exclusivas. Depois de estabelecer uma relação de confiança, podem solicitar informações pessoais, imagens ou tentar transferir a conversa para aplicativos privados, dificultando o acompanhamento dos responsáveis.
A inteligência artificial também passou a integrar essas estratégias, permitindo a criação de perfis falsos, mensagens personalizadas e imitações de vozes e imagens. Recursos como deepfakes podem ser utilizados para simular situações de emergência ou pedidos feitos por pessoas aparentemente conhecidas.
Cinco sinais de que uma criança pode estar sendo manipulada
O Santander destaca comportamentos que merecem atenção de pais e responsáveis:
- Pedidos de segredo: alguém insiste para que a criança ou adolescente não conte aos responsáveis sobre determinada conversa ou situação.
- Urgência exagerada: mensagens exigem respostas imediatas ou ameaçam retirar alguma oportunidade caso a vítima não obedeça.
- Promessas de recompensas: ofertas de dinheiro, presentes, itens virtuais ou vantagens em troca de informações, fotos ou outras ações.
- Mudanças de comportamento: medo, ansiedade, isolamento ou preocupação excessiva com conversas e contatos virtuais.
- Tentativa de mudar de plataforma: uma pessoa conhecida em jogos ou redes sociais insiste para continuar a conversa em aplicativos privados.
De acordo com Leandro Granja, responsável pela segurança da informação do Santander, as estratégias variam conforme a idade. Com crianças, os criminosos costumam explorar personagens, jogos e brindes. Entre adolescentes, as abordagens podem envolver relacionamentos virtuais, pressão de grupo, chantagem, falsas oportunidades e ameaças à reputação.
Como pais e responsáveis podem proteger os filhos
A principal recomendação é manter o diálogo sobre segurança digital, acompanhar os contatos virtuais e revisar as configurações de privacidade dos aplicativos utilizados.
Também é importante orientar crianças e adolescentes a não compartilhar senhas, códigos, informações pessoais ou imagens com desconhecidos. Conversas que provoquem medo, desconforto ou envolvam pedidos secretos devem ser interrompidas e comunicadas a um adulto de confiança.
Para apoiar a educação digital, o Santander disponibiliza a plataforma Kids & Teens, com conteúdos sobre proteção de dados, identificação de golpes, compras em jogos, aplicativos de pagamento e uso responsável da internet. O material está disponível em inglês.
O banco também mantém iniciativas educativas, como o Cyber Hero e a audiossérie Protocolo Alice, disponível no Spotify, voltadas à prevenção de fraudes e à conscientização sobre riscos digitais.
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