Saúde • 11:13h • 01 de maio de 2026
Sífilis avança no Brasil e já é considerada epidemia persistente
Crescimento de casos, especialmente entre gestantes, reforça papel estratégico dos farmacêuticos na prevenção, testagem e tratamento
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do CFF | Foto: CFF
A sífilis continua avançando no Brasil e ainda é subestimada por grande parte da população. Transmitida principalmente por relações sexuais sem preservativo, a infecção é causada pela bactéria Treponema pallidum e também pode ser passada da mãe para o bebê durante a gestação, o que agrava o problema de saúde pública.
Dados do Ministério da Saúde indicam mais de 810 mil casos de sífilis em gestantes registrados entre 2005 e junho de 2025. Em 2024, houve aumento da transmissão vertical, quando a infecção é transmitida ao feto. Diante desse cenário, especialistas classificam a doença como uma epidemia persistente, com números elevados ao longo dos anos.
Um dos principais desafios no controle da sífilis é o fato de muitas vezes não apresentar sintomas evidentes. As lesões iniciais costumam ser indolores e podem desaparecer sem tratamento, o que leva à falsa sensação de cura. Sem diagnóstico, a pessoa pode continuar transmitindo a doença. A falta de uso de preservativos e o não tratamento dos parceiros também contribuem para a disseminação.
Sem tratamento adequado, a sífilis pode evoluir para formas graves, afetando o sistema nervoso, o coração e outros órgãos, além de poder levar à morte. Em gestantes, há risco de sífilis congênita, aborto ou morte fetal. Apesar disso, o diagnóstico é simples e o tratamento é eficaz, com oferta gratuita pelo Sistema Único de Saúde.
Nesse contexto, os farmacêuticos têm ganhado importância no enfrentamento da doença. Atuando em farmácias, unidades de saúde e outros pontos de atendimento, esses profissionais orientam a população, incentivam o uso de preservativos e promovem a realização de testes rápidos. Também auxiliam na adesão ao tratamento, esclarecendo dúvidas e reforçando a necessidade de tratar os parceiros.
A ampliação do acesso a testes rápidos e a atuação clínica dos farmacêuticos contribuem para o diagnóstico precoce e para a interrupção da cadeia de transmissão. A combinação entre prevenção, testagem e tratamento segue sendo a principal estratégia para conter o avanço da sífilis no país.
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