Saúde • 09:28h • 23 de julho de 2026
Sinais do câncer colorretal devem ser checados com rapidez; saiba mais
Pesquisa indica que parte dos brasileiros adia ida ao médico
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Embora a maioria dos brasileiros reconheça que sintomas como sangue nas fezes e alterações no funcionamento do intestino por mais de um mês podem indicar um problema grave, muitos ainda demoram para procurar atendimento médico. Esses sinais estão entre os principais indicativos do câncer colorretal e devem ser investigados o quanto antes.
O alerta é de um levantamento realizado pelo Hospital A. C. Camargo em parceria com a Nexus, que ouviu mais de 2 mil pessoas sobre o conhecimento da população em relação à doença.
De acordo com a pesquisa, oito em cada dez entrevistados consideram graves sintomas como sangramento nas fezes e mudanças persistentes no hábito intestinal. Além disso, 67% concordam que esses sinais podem estar relacionados ao câncer colorretal e 24% afirmam concordar totalmente com essa associação. Mesmo assim, quase metade das pessoas não busca assistência médica imediatamente.
Entre os entrevistados, 9% relataram já ter percebido sangue nas fezes. Desses, 59% procuraram atendimento logo após identificar o sintoma. Os demais adotaram outras atitudes: 19% aguardaram o problema desaparecer sozinho, 10% demoraram dias ou semanas para consultar um médico, 7% recorreram a remédios caseiros ou mudanças na alimentação, 3% buscaram medicamentos por conta própria em farmácias e 1% pesquisou na internet antes de procurar orientação profissional.
Exame preventivo ainda é pouco conhecido
O levantamento também revelou baixo conhecimento sobre a Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO), exame utilizado para identificar precocemente sinais do câncer colorretal. Cerca de 67% dos participantes disseram nunca ter ouvido falar do procedimento. Apenas 11% já realizaram o exame, enquanto 21% afirmaram conhecê-lo, mas nunca o fizeram.
O desconhecimento é ainda maior entre jovens de 16 a 24 anos, homens, pessoas de menor renda e indivíduos com escolaridade até o ensino fundamental.
Outro dado apontado pela pesquisa é que apenas 21% dos entrevistados conhecem alguém que já teve câncer colorretal, sendo 15% um familiar próximo e 6% um amigo ou conhecido. A maioria, 75%, afirmou nunca ter tido contato com pacientes diagnosticados com esse tipo de tumor.
Especialistas reforçam que sintomas como sangramento nas fezes, alterações persistentes no funcionamento do intestino, dor abdominal contínua e perda de peso sem causa aparente não devem ser ignorados. Também recomendam a realização de exames preventivos a partir dos 45 anos, ou antes, quando houver histórico familiar ou indicação médica.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 53,8 mil novos casos de câncer colorretal por ano no triênio 2026-2028. Atualmente, a doença é o segundo tipo de câncer com maior incidência no país.
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