Economia • 13:00h • 21 de setembro de 2026
Site falso, WhatsApp e redes sociais lideram golpes contestados por clientes de banco em 2026
Criminosos copiam páginas, usam fotos de familiares, invadem perfis e simulam atendimentos bancários para convencer vítimas a fornecer dados ou transferir dinheiro
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Uma promoção boa demais para ser verdade, uma mensagem urgente de um familiar com número novo ou um suposto funcionário do banco alertando sobre uma movimentação suspeita. Essas abordagens estão entre os golpes mais comunicados por clientes do Santander no primeiro semestre de 2026. Levantamento da instituição coloca site falso, WhatsApp e redes sociais nas três primeiras posições entre as fraudes contestadas no período.
O ranking é completado pelos golpes do falso investimento, em quarto lugar, e da falsa central de atendimento, na quinta posição. Embora as estratégias sejam diferentes, elas compartilham uma característica importante: a tentativa de convencer a própria vítima a fornecer informações, acessar páginas fraudulentas ou realizar uma transação.
Segundo Leandro Granja, CISO do Santander, os golpes de engenharia social ganharam escala e passaram a explorar com maior intensidade o componente emocional. Pressa, medo de perder dinheiro, promessa de vantagem e sensação de urgência são usados para reduzir o tempo que a vítima teria para desconfiar da abordagem.
Um site quase igual ao verdadeiro lidera o ranking
O site falso foi o golpe mais contestado pelos clientes no levantamento. Criminosos criam páginas que imitam lojas, bancos, serviços de streaming e outras plataformas conhecidas para capturar dados ou induzir pagamentos.
Uma das principais recomendações é não confiar apenas na aparência da página. Antes de inserir informações pessoais ou bancárias, o consumidor deve conferir o endereço acessado e procurar a promoção diretamente no aplicativo ou site oficial da empresa. Ofertas recebidas por e-mail, WhatsApp ou redes sociais merecem atenção redobrada quando apresentam descontos muito acima do habitual.
O WhatsApp aparece na segunda posição. Uma estratégia recorrente consiste em criar um perfil utilizando a foto de um familiar ou conhecido e alegar que houve troca de número. Na sequência, o criminoso inventa uma emergência e solicita dinheiro por Pix.
Nesses casos, a recomendação é confirmar a história por uma ligação antes de transferir qualquer valor. A verificação em duas etapas também adiciona uma camada de proteção à conta.
Redes sociais viraram caminho para falsas promoções
Em terceiro lugar aparecem os golpes pelas redes sociais. Perfis legítimos podem ser invadidos e usados para publicar produtos baratos, oportunidades de ganhos, brindes ou outros conteúdos capazes de explorar a confiança que os seguidores já tinham naquela conta.
Até anúncios patrocinados podem ser utilizados para ampliar o alcance de ofertas falsas. Por isso, ao encontrar uma promoção nas redes sociais, a orientação é procurar diretamente os canais oficiais da empresa e verificar se aquela condição realmente existe.
O falso investimento ocupa a quarta posição. Nesse modelo, criminosos apresentam oportunidades com promessa de elevada rentabilidade e podem se passar por funcionários de bancos ou corretoras. A recomendação é evitar decisões sob pressão e verificar a instituição e a oferta em fontes confiáveis, incluindo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Promoções falsas e pedidos urgentes de Pix estão entre golpes que mais fazem vítimas
Falsa central ganha novas abordagens
O quinto golpe mais contestado foi o da falsa central bancária. Segundo o Santander, criminosos passaram a utilizar abordagens como supostas provas de vida, bloqueios do ID Santander e falsas validações de segurança para tornar o contato mais convincente.
Durante a conversa, a vítima pode ser informada sobre uma movimentação inexistente e orientada a realizar uma transferência para supostamente cancelar a operação. Também podem ser solicitadas senhas, códigos de segurança ou instalação de programas.
O banco afirma que não solicita transações para cancelar compras suspeitas ou Pix indevidos e não pede por telefone senhas, códigos de dispositivos de segurança, fotos de QR Code ou códigos de validação do ID Santander.
Em todas essas modalidades, um comportamento pode ajudar a interromper a fraude antes da transferência: não agir imediatamente diante da pressão do interlocutor e procurar o canal oficial da empresa ou instituição por conta própria para confirmar a situação.
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