Responsabilidade Social • 14:07h • 14 de março de 2026
São Paulo avança em estratégia climática e reforça plano para neutralizar emissões até 2050
Conselho Estadual de Mudanças Climáticas debateu ações de adaptação, mitigação e segurança hídrica para enfrentar os impactos das mudanças do clima
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da Semil | Foto: Arquivo Âncora1
Representantes do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas (CEMC) se reuniram na quinta-feira (5) para apresentar e discutir ações ligadas à estratégia climática e ao plano de resiliência hídrica do Estado de São Paulo. As iniciativas têm foco em adaptação, mitigação e na meta de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2050.
O encontro ocorreu na sede da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e foi mediado pelo coordenador e titular do CEMC, Mauro Benedito de Santana Filho, com apoio do suplente Carlos Roberto Junqueira Cardozo, ambos da Casa Civil. A reunião contou também com a participação da secretária da Semil, Natália Resende.
Entre os temas apresentados esteve a reorganização da agenda climática estadual, que busca integrar as frentes de adaptação e mitigação. A proposta também reforça a conexão entre o Plano de Ação Climática (PAC 2050) e o Plano de Adaptação e Resiliência Climática (PEARC), além da integração com outras políticas e iniciativas do Estado.
Durante a reunião, a Assessoria de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da Semil detalhou ações que incluem a descarbonização da economia paulista, a conservação e restauração florestal e medidas para aumentar a resiliência das cidades diante dos impactos climáticos.
Segundo a secretária Natália Resende, a articulação entre diferentes planos e instituições é essencial para dar transparência e efetividade às políticas climáticas. Ela destacou ainda que a participação de conselhos e grupos técnicos contribui para alinhar as estratégias do Estado.
Também foram apresentadas iniciativas do PEARC, lançado em junho de 2025, que orienta políticas públicas e ações de adaptação às mudanças climáticas em diferentes áreas da administração.
A reunião trouxe ainda a agenda do CEMC para 2026, com destaque para a próxima edição do Prêmio SP Carbono Zero. A proposta é lançar o edital da premiação no Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. Conselheiros foram convidados a sugerir categorias para a edição deste ano.
Durante o debate, Fernanda Carbonell, diretora-executiva do Instituto Conservação Costeira (ICC) e conselheira do CEMC, defendeu o fortalecimento de ações preventivas para reduzir riscos de desastres climáticos. Ela ressaltou a importância da educação de comunidades que vivem em áreas vulneráveis e da atualização de planos municipais de redução de riscos, drenagem urbana e gestão territorial.
Natália Resende também destacou que o governo estadual, em parceria com órgãos federais e outras instituições, está capacitando gestores municipais para desenvolver planos locais de adaptação e resiliência, com o objetivo de preparar as cidades para eventos climáticos extremos.
O encontro ainda promoveu um espaço de diálogo entre os participantes, permitindo a troca de experiências e a apresentação de iniciativas desenvolvidas pelos diferentes grupos que integram o conselho. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) também apresentaram estudos realizados por seus centros de pesquisa, que contribuem para as ações do PAC e do PEARC.
Outro ponto discutido foi a segurança hídrica no Estado. Representantes da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e da SP Águas apresentaram ações relacionadas ao abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo.
De acordo com a secretária Natália Resende, além das medidas de recuperação e gestão sustentável da água, o Estado tem investido no controle de perdas nos sistemas de abastecimento, ampliação do saneamento, obras de drenagem, manejo de resíduos e fortalecimento da governança hídrica municipal. Em 2025, foram aplicados cerca de R$ 1,1 bilhão em iniciativas como substituição de redes, detecção de vazamentos e instalação de válvulas redutoras de pressão.
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