Saúde • 12:26h • 29 de junho de 2026
São Paulo tem três novos casos de sarampo confirmados em bebês
Os infectados não tinham registro de viagens recentes
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
O estado de São Paulo confirmou na sexta-feira (26) mais três casos de sarampo, todos em crianças com idades entre 6 meses e 1 ano. Duas delas não haviam sido vacinadas e nenhuma tinha histórico de viagens recentes. Os pacientes, dois meninos e uma menina, receberam atendimento, evoluíram bem e já estão curados.
Com as novas confirmações, São Paulo registra cinco casos da doença em 2026. Os dois primeiros foram importados e ocorreram entre março e abril, envolvendo um bebê de 6 meses e um homem de 42 anos. Ambos também não possuíam histórico de vacinação e se recuperaram.
Diante do cenário, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) passou a recomendar a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes na capital paulista e em Guarulhos. A medida antecipa a proteção contra o sarampo, já que, pelo calendário de rotina, a primeira dose é aplicada apenas aos 12 meses de idade.
A Secretaria destaca que a dose zero tem caráter complementar e não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Assim, mesmo após receber essa dose antecipada, a criança deve seguir o esquema regular, com a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses.
Além da ampliação da vacinação, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) adotou outras medidas para evitar a circulação do vírus. Entre elas estão a vacinação de bloqueio, destinada às pessoas que tiveram contato com casos confirmados, e a intensificação da imunização em locais de grande circulação, como aeroportos, terminais rodoviários, estações de metrô e de trem. O objetivo é interromper possíveis cadeias de transmissão e reduzir o risco de reintrodução da doença no estado.
Segundo a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang, o aumento de casos de sarampo em países das Américas e o intenso fluxo internacional de viajantes tornam ainda mais importante manter a vacinação em dia.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a imunização continua sendo a forma mais eficaz de prevenir a doença. Atualmente, a cobertura vacinal contra o sarampo em São Paulo é de 85,32% para a primeira dose e de 72,06% para a segunda.
Embora tenha registrado casos esporádicos neste ano, o Brasil mantém o certificado de país livre do sarampo, reconquistado em 2024.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida principalmente por gotículas respiratórias liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Entre os principais sintomas estão febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, perda de apetite e manchas vermelhas que surgem inicialmente no rosto e atrás das orelhas, espalhando-se depois pelo restante do corpo. Também podem ocorrer dor de garganta e descamação da pele durante a recuperação.
Em casos mais graves, a doença pode provocar complicações como pneumonia, encefalite, que é a inflamação do cérebro, e até cegueira, principalmente em pessoas não vacinadas.
A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O esquema vacinal prevê a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses. Pessoas com até 59 anos que não tenham comprovante de vacinação ou não tenham completado o esquema vacinal devem procurar uma unidade de saúde para atualizar a carteira de vacinação.
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