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Responsabilidade Social • 10:05h • 02 de abril de 2026

SP amplia monitoramento por satélite e reforça fiscalização ambiental

Iniciativa já detectou mais de 5,3 mil hectares com alterações na vegetação; das áreas identificadas entre 2023 e 2025, 91% já passaram por fiscalização em campo

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1

De acordo com o diretor de Proteção e Fiscalização Ambiental (DPFA) da Semil, André Rocha, o uso de imagens de satélite permite tornar a fiscalização ambiental mais estratégica e eficiente.
De acordo com o diretor de Proteção e Fiscalização Ambiental (DPFA) da Semil, André Rocha, o uso de imagens de satélite permite tornar a fiscalização ambiental mais estratégica e eficiente.

A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo ampliou de forma significativa o monitoramento ambiental no estado com o uso de imagens de satélite. A tecnologia permite identificar mudanças na vegetação nativa e direcionar ações de fiscalização com mais rapidez e precisão.

Nos últimos anos, a frequência de análise do território aumentou bastante. Entre 2015 e 2022, o estado era monitorado, em média, duas vezes por ano. Esse número subiu para cinco vezes em 2023, nove em 2024 e chegou a cerca de 18 análises ao longo de 2025. Na prática, isso significa que as mesmas áreas passaram a ser revisadas com mais frequência, facilitando a identificação de alterações ambientais.

Com esse avanço, foram registradas 2.741 mudanças na vegetação nativa entre 2023 e 2025, somando cerca de 5,3 mil hectares com algum tipo de intervenção. Esses dados ajudam a orientar a fiscalização e melhorar o acompanhamento do território.

Diferente do cenário nacional, onde o desmatamento ocorre em grandes áreas, em São Paulo a maioria das ocorrências é de pequeno porte e espalhada pelo território. Por isso, o monitoramento frequente é essencial para detectar alterações que poderiam passar despercebidas por métodos tradicionais.

O aumento no número de registros está ligado à melhoria na capacidade de monitoramento, que passou a identificar áreas menores e mais dispersas, e não necessariamente a um crescimento do desmatamento.

O sistema utiliza imagens de satélite e cruzamento de dados geoespaciais para detectar possíveis irregularidades. Desde 2023, o processo conta com identificação automatizada de desmatamento e também incorpora alertas de instituições parceiras.

Com base nessas informações, equipes técnicas analisam os dados e encaminham os casos para fiscalização em campo. Cerca de 91% das ocorrências já foram verificadas, resultando em mais de mil autuações ambientais.

A maior parte das alterações foi registrada na Mata Atlântica (87%), enquanto o Cerrado concentra 13% dos casos. Além disso, 84% das intervenções ocorreram em áreas de até 1 hectare, o que demonstra a capacidade do sistema de detectar mudanças pequenas.

O monitoramento também se apoia na integração de diferentes bases de dados e imagens de satélites, além de plataformas digitais de análise geográfica. Isso permite ampliar o controle ambiental sem a necessidade de altos investimentos.

Além da fiscalização, as informações geradas ajudam a orientar políticas de recuperação ambiental. Atualmente, o estado desenvolve projetos que somam mais de 34 mil hectares com ações de conservação, restauração ecológica e práticas sustentáveis no campo.

Dados recentes mostram que São Paulo já possui mais áreas em regeneração do que em desmatamento. Entre 2023 e 2025, mais de 11,8 mil hectares estão ligados a ações de recuperação ambiental, reforçando a tendência de aumento da cobertura vegetal no estado.

Os projetos contam com parcerias e investimentos públicos e têm como objetivo preservar o meio ambiente, apoiar produtores rurais e promover o uso sustentável dos recursos naturais.

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