Saúde • 10:21h • 09 de fevereiro de 2026
SP dá início a imunização para prevenção da bronquiolite em todo o estado
Estratégia começa hoje (9) para bebês prematuros e de até 24 meses com comorbidades
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
O Governo de São Paulo inicia nessa segunda-feira (9) a estratégia de imunização para prevenção da bronquiolite em bebês prematuros e em menores de 24 meses com comorbidades. Mais de 5,7 mil doses do imunizante nirsevimabe foram distribuídas para todas as regiões do estado, incluindo a capital.
O imunizante é indicado para bebês prematuros (idade gestacional de até 36 semanas e 6 dias) e para crianças com idade inferior a 24 meses (até 1 ano, 11 meses e 29 dias) com comorbidades como cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas.
Diferentemente das vacinas de rotina, o nirsevimabe integrará a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Condições Especiais (RIE), composta pelos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), Centros Intermediários de Imunobiológicos Especiais (CIIE), maternidades e unidades de saúde habilitadas. As UBSs poderão solicitar o imunobiológico por meio da RIE. Cada pedido passará por avaliação técnica, que verificará o enquadramento nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Após aprovação, o anticorpo será encaminhado à unidade solicitante para administração. Em maternidades habilitadas, o nirsevimabe poderá ser aplicado em recém-nascidos prematuros que atendam às recomendações vigentes.
A estratégia faz parte da incorporação, pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), de duas novas tecnologias para prevenção da bronquiolite: além do nirsevimabe, a vacina recombinante contra o vírus sincicial respiratório (VSR) dos tipos A e B, foi incorporada ao calendário de vacinação da gestante em dezembro de 2025.
Os imunobiológicos para prevenção da bronquiolite são adquiridos e distribuídos pelo Ministério da Saúde, por meio do PNI. Aos Estados, além da logística de distribuição aos municípios, cabe coordenar a estratégia com as redes municipais, orientar tecnicamente a implementação, apoiar a habilitação e o funcionamento dos pontos da RIE, monitorar estoques e aplicação, e prestar suporte às ações de capacitação e comunicação.
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