Economia • 12:08h • 07 de janeiro de 2026
SP lidera produção de alface no Brasil e movimenta quase R$ 1 bilhão
Estado concentra maior volume cultivado do país, amplia uso de inovação sustentável e fortalece a agricultura familiar por meio de compras governamentais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação
São Paulo é o maior produtor e consumidor de alface do Brasil, com mais de 220 mil toneladas cultivadas em 2024, o equivalente a um valor estimado de R$ 947 milhões, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola, ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. A liderança paulista resulta da combinação entre escala produtiva, adoção tecnológica, logística eficiente e políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cadeia.
A produção se concentra principalmente nas regiões do chamado Cinturão Verde, que abastecem a Grande São Paulo e outros centros urbanos, com predominância da variedade crespa. A proximidade dos polos consumidores reduz custos de transporte, minimiza perdas e garante oferta regular ao mercado.
De acordo com o engenheiro agrônomo Thiago Costa, da Diretoria de Assistência Técnica Integral da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a alface é uma cultura de manejo relativamente simples, mas que exige acompanhamento constante. Segundo ele, a qualidade da água, a fertilidade do solo, a adubação equilibrada, a análise periódica do solo e a insolação adequada são fatores decisivos para o desempenho da lavoura, especialmente por se tratar de uma hortaliça sensível a variações ambientais.
Alface faz de São Paulo o maior produtor e consumidor do país
O avanço tecnológico também tem impulsionado ganhos de produtividade. Para o diretor executivo do Instituto Brasileiro de Horticultura, Manoel Oliveira, a cadeia de folhosas vive um processo contínuo de profissionalização. Ele aponta que investimentos em cultivo protegido têm contribuído para reduzir perdas, aumentar a eficiência produtiva e garantir maior regularidade no fornecimento ao varejo.
Além da relevância econômica, São Paulo se destaca pelo impacto social da produção. Em 2025, o estado foi o maior comprador de alface proveniente da agricultura familiar paulista, adquirindo mais de 80 toneladas por meio do Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social. As compras movimentaram cerca de R$ 800 mil e atenderam instituições como escolas, universidades e unidades prisionais, gerando renda e previsibilidade para os pequenos produtores.
Entre as organizações beneficiadas está a Cooperativa dos Produtores Familiares de Piedade, a COFARP, que reúne cerca de 50 cooperados e produz hortaliças como pepino, escarola, almeirão, salsa, brócolis e alface. A cooperativa registra média mensal de aproximadamente 6 mil unidades da folhosa. Segundo o presidente da entidade, José Roberto, a comercialização direta com o Estado permite planejar o plantio com base em volumes e datas definidas, garantindo segurança na venda da produção.
Agricultura paulista aposta em inovação e sustentabilidade na produção de alface
No campo da inovação, São Paulo também é referência nacional na produção hidropônica de alface. O modelo, que utiliza estufas, fazendas verticais e sistemas de cultivo sem solo, otimiza o uso da água, reduz a necessidade de espaço e amplia o controle sobre as condições ambientais, favorecendo a sustentabilidade.
Para estimular esse tipo de produção, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento oferece linhas de crédito por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista, dentro do Projeto Desenvolvimento Rural Sustentável Paulista. Os recursos podem ser destinados à implantação ou modernização de estufas, sistemas automatizados de irrigação e fertirrigação, equipamentos de controle ambiental e melhorias de infraestrutura nas propriedades rurais.
Os financiamentos chegam a R$ 250 mil para produtores pessoa física, R$ 500 mil para pessoa jurídica e R$ 800 mil para cooperativas ou associações, com juros a partir de 3% ao ano e prazo de pagamento de até 84 meses, incluindo carência de até 12 meses. A política reforça o papel do estado como indutor de inovação e sustentabilidade na cadeia produtiva da alface.
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