Responsabilidade Social • 12:24h • 17 de maio de 2026
SP Mulher Segura ganha novas funções para ampliar proteção às mulheres
App do Governo de São Paulo passa a contar com cadastro de emergência e mapa integrado com serviços de segurança e acolhimento
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
O Governo de São Paulo anunciou na terça-feira (12) novas funcionalidades para o aplicativo SP Mulher Segura, ferramenta criada para ampliar a proteção e o acolhimento de mulheres vítimas de violência. As atualizações reforçam a integração entre tecnologia, segurança pública e rede de apoio, com novos recursos voltados ao atendimento e à prevenção.
Uma das principais novidades é a criação do contato de emergência, funcionalidade que permite à usuária cadastrar no aplicativo uma pessoa de confiança para integrar sua rede de apoio. O objetivo é oferecer acolhimento emocional, escuta e incentivo para que a vítima busque ajuda especializada, sempre respeitando sua autonomia.
O cadastro será feito diretamente no aplicativo, com os dados da pessoa escolhida, que precisará aceitar o convite para participar da rede de proteção. O sistema também disponibilizará uma cartilha com orientações sobre violência doméstica e informações sobre como agir em situações de emergência.
Outra atualização é o mapa integrado com os principais serviços da rede de proteção às mulheres, como Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), batalhões da Polícia Militar, Institutos Médicos Legais (IMLs) e outras unidades de atendimento e segurança pública. A ferramenta busca facilitar o acesso rápido aos serviços disponíveis em diferentes regiões do estado.
Segundo o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, as novas funcionalidades ajudam a ampliar os canais de proteção e agilizar o atendimento às vítimas.
“Nosso trabalho é ampliar cada vez mais os canais de proteção às mulheres, facilitando o acesso ao atendimento e ao acionamento rápido das forças de segurança. O aplicativo fortalece a rede de apoio às vítimas e contribui para uma resposta mais rápida da polícia no enfrentamento à violência doméstica”, afirmou.
As mudanças também ampliam o funcionamento do botão do pânico disponível para mulheres com medida protetiva. Quando acionado, o sistema gera automaticamente uma ocorrência para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Os dados da pessoa cadastrada como contato de emergência passam a integrar o histórico da ocorrência, permitindo que a Cabine Lilás entre em contato com essa pessoa após o atendimento policial para reforçar o acolhimento da vítima.
As novidades fazem parte do pacote de ações do programa São Paulo Por Todas, apresentado durante o evento “SP por Todas Mais Seguras”, realizado no Comando Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Entre as medidas anunciadas estão ainda a criação da Patrulha Mulher Segura, primeira estrutura de ronda da Polícia Militar voltada exclusivamente à proteção das mulheres no estado, além da implantação dos Espaços Lilás em unidades da PM e investimentos em viaturas, equipamentos e tecnologia.
Criado em 2024, o aplicativo SP Mulher Segura reúne serviços de proteção às mulheres em um único ambiente digital. A ferramenta permite registrar boletins de ocorrência online, acionar a Polícia Militar em situações de emergência e acessar canais de acolhimento e orientação.
Até abril deste ano, o aplicativo contabilizava 61 mil usuárias ativas, mais de 2,2 mil boletins de ocorrência registrados e 15,2 mil acionamentos do botão do pânico.
O aplicativo integra as ações do movimento SP Por Todas, iniciativa do Governo do Estado voltada à ampliação das políticas públicas de proteção, acolhimento e autonomia das mulheres. Entre as medidas associadas ao programa estão a ampliação das Salas DDM 24 horas e a implantação da Cabine Lilás, estrutura especializada da Polícia Militar para atendimento de casos de violência doméstica.
Além de facilitar o acesso aos serviços de segurança pública, a ferramenta busca reduzir a subnotificação de casos de violência, permitindo que mulheres acionem o poder público de maneira mais rápida e segura, sem a necessidade de deslocamento imediato até uma delegacia.
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