Responsabilidade Social • 15:17h • 28 de junho de 2026
SP reduz desmatamento da Mata Atlântica em 29% e fortalece conservação da biodiversidade
Estado diminuiu a supressão de vegetação nativa entre 2024 e 2025, manteve preservados manguezais e restingas e registrou aumento no monitoramento de espécies ameaçadas
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Governo de SP
O Estado de São Paulo reduziu em 29% o desmatamento da Mata Atlântica entre 2024 e 2025, de acordo com dados do Atlas da Mata Atlântica, elaborado pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). No período, a área de vegetação nativa suprimida caiu de 49 para 35 hectares, enquanto as perdas em áreas de mangue e restinga permaneceram zeradas.
Segundo a Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o resultado reflete o fortalecimento das políticas de conservação ambiental e da proteção territorial em áreas estratégicas do bioma. O avanço também contribui para a manutenção e ampliação dos corredores ecológicos, fundamentais para o deslocamento, reprodução e sobrevivência de diversas espécies da fauna silvestre.
O monitoramento da biodiversidade tem sido reforçado pela plataforma Monitora Bio SP, que já reúne mais de 123 mil registros independentes de fauna e cerca de 116 mil registros de indivíduos em unidades de conservação administradas pela Fundação Florestal. Apenas na Mata Atlântica paulista, foram contabilizados mais de 43 mil registros independentes de mamíferos e mais de 74 mil registros de animais.
Entre as espécies monitoradas estão onça-pintada, anta, muriqui-do-sul, bugios, queixadas, lobo-guará, cachorro-vinagre, mico-leão-preto e diversos felinos silvestres. A presença contínua desses animais em áreas conectadas é considerada um importante indicador da integridade ecológica da Mata Atlântica.
Criada em 2022, a plataforma reúne informações sobre espécies da Mata Atlântica e do Cerrado paulista, auxiliando na atualização da Lista Estadual de Espécies Ameaçadas e dos Planos de Ação Nacional para conservação da fauna.
A proteção ambiental é sustentada por uma rede de 157 unidades de conservação administradas pela Fundação Florestal, que ocupam aproximadamente 20% do território paulista e somam quase 5 milhões de hectares de áreas protegidas, onde se concentram importantes remanescentes da Mata Atlântica.
Nos últimos anos, o programa Monitora Bio SP ampliou sua atuação de 38 para 48 unidades de conservação, consolidando um dos maiores esforços contínuos de monitoramento da fauna no bioma.
Os dados mais recentes apontam crescimento nos registros de espécies ameaçadas. O muriqui-do-sul, maior primata das Américas, teve 253 avistamentos e 1.340 indivíduos monitorados entre 2023 e 2026, especialmente no Vale do Ribeira e na Serra do Mar. As queixadas passaram de 4,4 mil registros em 2023 para mais de 16 mil em 2025, enquanto as antas superaram 14 mil registros no mesmo período. Já a onça-pintada alcançou mais de 700 registros individuais nas áreas monitoradas.
O Atlas da Mata Atlântica também mostra que São Paulo possui atualmente 2,3 milhões de hectares preservados do bioma, a segunda maior área absoluta de remanescentes de Mata Atlântica do país. Para especialistas, a manutenção da conectividade florestal é essencial para garantir a sobrevivência de espécies ameaçadas, preservar os serviços ambientais e fortalecer a resiliência climática em um dos biomas mais pressionados do planeta.
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