Responsabilidade Social • 10:55h • 24 de abril de 2026
Sítios da Unesco protegem biodiversidade e ajudam a enfrentar mudanças climáticas
Relatório aponta que áreas protegidas somam mais de 13 milhões de km² e desempenham papel estratégico para o meio ambiente e as comunidades
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Um novo relatório da UNESCO reforça o papel estratégico das áreas protegidas pela instituição na preservação do meio ambiente e no apoio às populações que vivem nesses territórios. Ao todo, são mais de 2,2 mil sítios, que juntos ultrapassam 13 milhões de quilômetros quadrados — uma extensão superior à soma de grandes países.
No Brasil, integram essa rede espaços de grande relevância ecológica, como o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e o Parque Nacional do Iguaçu, reconhecidos internacionalmente pela riqueza natural e pela diversidade de espécies.
O levantamento aponta que essas áreas concentram mais de 60% das espécies conhecidas no planeta, sendo que cerca de 40% delas não existem em nenhum outro lugar. Mesmo com a redução global da fauna nas últimas décadas, os ambientes protegidos apresentam maior estabilidade, mostrando a eficácia das políticas de conservação.
Outro dado relevante é o papel desses territórios no combate às mudanças climáticas. Eles armazenam grandes volumes de carbono e contribuem significativamente para a regulação do clima global. As florestas presentes nesses locais, por exemplo, respondem por uma parcela importante da absorção de carbono no mundo.
Apesar dos benefícios, o estudo alerta para desafios crescentes. A maioria dessas áreas enfrenta pressões ambientais intensas, agravadas pelas mudanças climáticas. O risco de impactos irreversíveis até 2050, como perda de biodiversidade e degradação de ecossistemas, exige ações mais rápidas e coordenadas.
Além da importância ambiental, os sítios da Unesco também têm forte dimensão social e cultural. Cerca de 900 milhões de pessoas vivem nesses territórios, onde estão presentes centenas de culturas e mais de mil línguas. Em muitos casos, comunidades locais e povos indígenas desempenham papel fundamental na conservação dos recursos naturais.
Diante desse cenário, o relatório defende o fortalecimento de estratégias que unam preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Entre as recomendações estão a recuperação de ecossistemas, maior integração dessas áreas às políticas climáticas e o incentivo à participação das comunidades na gestão.
A conclusão é clara: proteger esses territórios significa não apenas conservar a natureza, mas também garantir qualidade de vida, diversidade cultural e equilíbrio ambiental para as próximas gerações.
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