Economia • 19:44h • 14 de maio de 2026
Taxa do empréstimo pessoal sobe em 2026 e preocupa consumidores
Levantamento do Procon-SP mostra avanço nas taxas cobradas pelos bancos nos primeiros meses do ano e reforça alerta para endividamento
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria de Imprensa do Procon | Foto: Arquivo/Âncora1
O custo do empréstimo pessoal ficou mais pesado para o consumidor paulista em 2026. Pesquisa divulgada pela Fundação Procon-SP aponta que a taxa média de juros cobrada pelos principais bancos do país subiu de 8,05% ao mês em janeiro para 8,59% em maio.
Isso significa que o empréstimo pessoal já alcança uma taxa equivalente a 168,73% ao ano, aumentando ainda mais o peso das parcelas no orçamento das famílias.
O levantamento acompanha mensalmente as taxas máximas pré-fixadas aplicadas para consumidores pessoa física em operações de crédito com prazo de 12 meses.
Pesquisa analisou principais bancos do país
O estudo foi realizado com dados do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander.
Segundo o Procon-SP, as mudanças mais recentes ocorreram principalmente nas taxas praticadas pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco, enquanto outras instituições mantiveram estabilidade nos períodos analisados.
Já no cheque especial, a taxa média permaneceu em 8% ao mês, mantendo o teto definido pelo Banco Central para pessoas físicas.
Alta dos juros amplia preocupação com endividamento
O avanço das taxas acontece em um momento em que milhões de brasileiros ainda enfrentam dificuldades para reorganizar o orçamento e lidar com dívidas acumuladas.
Com juros elevados, empréstimos que inicialmente parecem solução rápida podem se transformar em compromissos financeiros de longo prazo, principalmente quando o consumidor não consegue avaliar o impacto total das parcelas.
Por isso, especialistas do Procon-SP reforçam que o crédito pessoal deve ser utilizado apenas em situações realmente necessárias, principalmente para substituir dívidas ainda mais caras, como cheque especial e rotativo do cartão de crédito.
Procon orienta consumidores antes da contratação
Entre as recomendações feitas pelo órgão estão a análise do chamado Custo Efetivo Total (CET), que inclui juros, seguros e taxas administrativas embutidas no contrato.
O Procon também orienta que consumidores avaliem cuidadosamente o impacto das parcelas no orçamento familiar e comparem as condições oferecidas por diferentes instituições financeiras antes de contratar qualquer linha de crédito.
As diferenças entre bancos podem ser significativas e alterar bastante o valor final pago ao longo do contrato.
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