• Seu próximo cliente pode ser uma IA: empresas enfrentam novo desafio nas vendas digitais
  • Brasileiros querem adotar mais animais, porém custos e histórico médico ainda pesam na decisão
  • Estudantes de Assis participam de congresso em Goiânia com apresentação de robô humanoide
  • Estudantes criam armadilha contra mosquitos da dengue por R$ 20 e conquistam prêmio nacional
Novidades e destaques Novidades e destaques

Ciência e Tecnologia • 10:47h • 14 de setembro de 2026

Tecnologia quer deixar seus dados invisíveis até para os servidores da nuvem

Criptografia completamente homomórfica permite processar informações sem decifrá-las, mas lentidão e alto consumo computacional ainda limitam sua expansão

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Revista Pesquisa Fapesp | Foto: Arquivo/Âncora1

A cifra que pode esconder prontuários, senhas e informações até dos servidores
A cifra que pode esconder prontuários, senhas e informações até dos servidores

Uma tecnologia capaz de permitir que servidores processem informações sem conhecer seu conteúdo está avançando em centros de pesquisa e começa a alcançar aplicações comerciais. Chamada de criptografia completamente homomórfica, ou FHE, ela é estudada no Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em um projeto apoiado pela FAPESP desde fevereiro de 2025, com duração prevista até janeiro de 2030.

Os sistemas atuais protegem informações durante a transmissão, mas geralmente precisam decifrá-las quando chegam ao servidor responsável pelo processamento. É nesse momento que prontuários médicos, dados financeiros, senhas e outras informações sensíveis podem ficar expostos a falhas, ataques ou acessos indevidos.

A FHE propõe uma mudança nesse modelo: o servidor recebe os dados cifrados, realiza os cálculos necessários sem conseguir lê-los e devolve um resultado que somente o proprietário da chave pode decodificar. É como entregar um cofre fechado a alguém capaz de trabalhar sobre o que está dentro sem precisar abri-lo.

Tecnologia funciona, mas ainda é lenta

A primeira cifra completamente homomórfica funcional foi apresentada em 2009 pelo criptógrafo norte-americano Craig Gentry. O avanço tornou possível executar sucessivas operações sobre informações protegidas, mas exigiu uma técnica conhecida como bootstrapping, responsável por controlar o ruído matemático acumulado durante o processamento.

Essa limpeza exige grande capacidade computacional e representa um dos principais obstáculos à disseminação da tecnologia. Dependendo da tarefa, processar dados com FHE pode ser de milhares a milhões de vezes mais demorado do que realizar a mesma operação com informações abertas. Um recálculo de rota feito em segundos por um aplicativo de GPS, por exemplo, poderia levar dias sob esse tipo de proteção.

Na Unicamp, o professor Hilder Vitor Lima Pereira coordena uma pesquisa que busca tornar essas cifras mais rápidas, econômicas e acessíveis. O projeto também estuda aplicações em aprendizagem de máquina e recuperação privativa de informações, além de implementações otimizadas para plataformas específicas. A disputa por chips com a inteligência artificial, entretanto, aumenta o desafio de obter o poder computacional necessário. A pesquisa tem financiamento da FAPESP.

Aplicações começam a sair dos laboratórios

Algumas utilizações já estão disponíveis. O Microsoft Edge emprega criptografia homomórfica para verificar se uma senha apareceu em vazamentos sem revelá-la ao servidor. A tecnologia também pode permitir que bancos cruzem informações para identificar movimentações suspeitas sem compartilhar diretamente os dados de seus clientes, além de proteger análises médicas realizadas por inteligência artificial.

Startups desenvolvem chips e sistemas específicos para acelerar essas operações, enquanto pesquisadores avaliam o aproveitamento de gerações anteriores de processadores gráficos que perderam espaço na corrida pela inteligência artificial. Apesar dos avanços, a adoção ampla ainda pode levar décadas. “As pessoas não estão acostumadas a se preocupar com isso”, afirmou Pereira à Pesquisa FAPESP.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 18:33h • 17 de outubro de 2026

Seu próximo cliente pode ser uma IA: empresas enfrentam novo desafio nas vendas digitais

Agentes de IA começam a transformar as compras online e a contratação de serviços, exigindo informações atualizadas, atendimento ágil e maior organização dos negócios

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 17:18h • 17 de outubro de 2026

FEMA promove congresso de saúde com três dias de palestras e workshops em Assis

Congresso da FEMA acontece de 21 a 23 de outubro, com palestras, workshops e debates sobre ética, formação profissional e atendimento integrado na saúde

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 16:23h • 17 de outubro de 2026

Brasileiros querem adotar mais animais, porém custos e histórico médico ainda pesam na decisão

Pesquisa com 26 mil pessoas em 14 mercados mostra que 19% dos brasileiros estão prontos para adotar um pet, enquanto dúvidas sobre histórico médico, custos e adaptação ainda dificultam a decisão

Descrição da imagem

Educação • 15:34h • 17 de outubro de 2026

MEC libera 10 cursos gratuitos para professores com certificado; veja como se inscrever

Formações disponíveis na plataforma Avamec abordam inteligência artificial, redes sociais, educação antirracista e competências digitais para o ensino fundamental e médio

Descrição da imagem

Esporte • 14:25h • 17 de outubro de 2026

Campeã mundial que se aposentou em 2020 volta a competir nos Jogos Abertos do Interior

Tawany Gianelo, de 31 anos, representa Praia Grande na competição em Votuporanga e mantém uma tradição iniciada em 2011, quando conquistou seu primeiro ouro nos Jogos Abertos

Descrição da imagem

Cidades • 13:10h • 17 de outubro de 2026

Operação contra furto de energia encontra irregularidades em cinco imóveis de Ourinhos

Fiscalização da CPFL Santa Cruz com as polícias Civil e Científica identificou adulterações em medidores de residências e comércios; houve detenções durante a ação

Descrição da imagem

Educação • 12:04h • 17 de outubro de 2026

Professores também entram na disputa: OBMEP realiza duas competições nacionais neste sábado

Segunda fase da competição nacional de matemática começa às 14h30 e terá seis questões discursivas; resultados serão divulgados em dezembro

Descrição da imagem

Educação • 11:36h • 17 de outubro de 2026

Estudantes de Assis participam de congresso em Goiânia com apresentação de robô humanoide

Estudantes de Administração de Assis participaram do 31º CONAD, em Goiânia, com debates sobre gestão, tecnologia e transformações no mercado de trabalho

As mais lidas do mês

Política

Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar

Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos