Mundo • 09:32h • 09 de janeiro de 2026
Telefonia fixa por cabos de cobre entra em fase final e consumidores precisam ficar atentos às mudanças
Migração do regime de concessão para autorização altera modelo de negócio e leva o serviço de voz para a internet, com novos planos e formas de cobrança
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria de Imprensa do Procon | Foto: Arquivo/Âncora1
A telefonia fixa tradicional, baseada em cabos de cobre, está sendo gradualmente substituída no Brasil, o que exige atenção redobrada dos consumidores. O modelo, que funcionou por décadas, tende a permanecer apenas em regiões sem acesso à internet. Nas demais áreas, o serviço de voz passa a ser oferecido majoritariamente por meio da internet, com uso de tecnologia VoIP e infraestrutura de fibra óptica.
A mudança ocorre em razão de uma nova regulação do setor de telecomunicações, que substitui o regime de concessão pelo de autorização. Com isso, as empresas deixam de operar sob contratos de prestação de serviço público e passam a atuar com regras mais flexíveis, menos obrigações regulatórias e maior liberdade para estruturar planos e tarifas.
Nesse novo cenário, consumidores precisam ficar atentos principalmente às propostas de migração feitas pelas operadoras e às alterações nas faturas de serviços de voz, internet e TV. A recomendação é verificar com cuidado como será feita a transição tecnológica, se haverá interrupção do serviço e quais serão as novas condições de cobrança em comparação ao modelo anterior.
O alerta é do Procon-SP, que acompanha o processo de transição e orienta os usuários a observarem pontos sensíveis da mudança. Entre eles estão a forma de comunicação das empresas com os clientes, a garantia de continuidade do serviço durante a troca de tecnologia e a eventual elevação de custos com os novos pacotes ofertados.
As concessões de telefonia fixa, firmadas entre o governo federal e as operadoras, tinham como objetivo garantir universalização, qualidade do serviço e tarifas reguladas. Com o fim desse modelo, as empresas passam a atuar sob o regime de autorização, que permite maior flexibilidade na oferta e composição dos serviços, incluindo a possibilidade de combinar ou retirar itens como voz, dados e internet conforme estratégias comerciais.
Do ponto de vista das operadoras, o novo modelo traz vantagens como liberdade tarifária, redução de obrigações regulatórias e o fim da exigência de manter redes consideradas obsoletas, como fios de cobre e telefones públicos. Em contrapartida, órgãos de defesa do consumidor acompanham riscos potenciais, como exclusão digital em áreas remotas, redução da oferta do serviço de voz, ainda essencial para determinados públicos, e possível encarecimento dos serviços.
Segundo o diretor executivo do Procon-SP, Luiz Orsatti, o órgão tem dialogado com empresas do setor desde a fase de planejamento da mudança. Ele afirma que a instituição seguirá monitorando o processo para orientar os consumidores diante de dúvidas e eventuais problemas relacionados ao novo modelo que está sendo implantado.
Para o consumidor, a principal orientação é analisar contratos, comparar valores, esclarecer se o serviço de voz continuará disponível e entender como a nova tecnologia funcionará no dia a dia, especialmente em residências que ainda dependem da telefonia fixa convencional.
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