Ciência e Tecnologia • 18:32h • 19 de outubro de 2026
Telescópio James Webb detecta emissão de metano em uma jovem anã marrom
Estudo científico apresenta uma observação do gás em um objeto celeste que não possui massa suficiente para manter a fusão de hidrogênio como uma estrela
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Aanda | Foto: Divulgação
Um estudo científico assinado pelos pesquisadores K. L. Luhman, C. Alves de Oliveira, J. K. Faherty e B. C. Smith relata a detecção de emissão de metano em uma jovem anã marrom por meio do Telescópio Espacial James Webb (JWST). A descoberta envolve um tipo de objeto celeste que apresenta características intermediárias entre planetas gigantes gasosos e estrelas.
As anãs marrons são corpos que se formam de maneira semelhante às estrelas, mas não possuem massa suficiente para sustentar a fusão de hidrogênio em seu interior. Por isso, são frequentemente descritas como estrelas que não chegaram a desenvolver as mesmas condições de funcionamento do Sol.
O metano, por sua vez, é um gás composto de carbono e hidrogênio que também pode ser encontrado na atmosfera de planetas, como Júpiter e Saturno. Sua identificação ajuda os cientistas a investigar as condições físicas e químicas desses objetos distantes.
O que torna a observação interessante
O Telescópio Espacial James Webb foi desenvolvido para observar o Universo principalmente na faixa do infravermelho, permitindo identificar características de objetos que não podem ser estudados com a mesma precisão por telescópios convencionais.
A detecção de emissão de metano em uma jovem anã marrom pode contribuir para pesquisas sobre a composição de atmosferas e os processos que ocorrem nesses corpos celestes. É importante distinguir, porém, a presença de metano de qualquer evidência de vida. O gás pode ser produzido por processos naturais que não envolvem organismos vivos.
A observação também é relevante para o estudo de planetas gigantes gasosos, que compartilham algumas características atmosféricas com as anãs marrons. Ao investigar a presença e o comportamento do metano nesses objetos, os pesquisadores podem ampliar o conhecimento sobre a composição e a evolução de atmosferas fora do Sistema Solar.
O James Webb permite aprofundar esse tipo de investigação ao captar sinais infravermelhos que revelam características químicas e físicas de corpos celestes distantes.
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