Gastronomia & Turismo • 16:20h • 09 de outubro de 2026
Temporada de cruzeiros deve levar 832 mil pessoas a Santos e movimentar R$ 1,5 bilhão
Porto terá 161 escalas entre outubro de 2026 e abril de 2027; restaurantes, comércio, transporte, passeios e hospedagem estão entre os setores impactados pelo turismo
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação
A temporada de cruzeiros 2026/2027 deve movimentar cerca de 832 mil passageiros e tripulantes pelo Porto de Santos entre outubro deste ano e abril de 2027. Com 161 escalas previstas, a operação deve gerar impacto econômico de R$ 1,5 bilhão na Baixada Santista, segundo projeção da Prefeitura de Santos.
A programação reúne dez navios e uma oferta de 640 mil leitos. Dezembro deve concentrar o maior movimento da temporada, com 40 escalas e aproximadamente 214 mil passageiros e tripulantes, equivalentes a 27% do fluxo previsto para todo o período.
Santos também funciona como ponto de conexão entre diferentes destinos dos roteiros marítimos. Búzios aparece como a principal origem dos navios que chegam ao porto, com 47 ocorrências, seguida por Itajaí, com 26, Maceió, com 16, Buenos Aires, com 13, Ilhabela, com 12, e Balneário Camboriú, com nove.
Depois da passagem por Santos, Búzios também lidera entre os próximos destinos, com 49 ocorrências. Rio de Janeiro aparece em seguida, com 32, enquanto Angra dos Reis e Balneário Camboriú têm 14 cada e Buenos Aires, 13.
Passageiro também movimenta a economia fora dos navios
Dados da temporada 2025/2026, reunidos em estudo da FGV Projetos e CLIA Brasil, indicam que cada cruzeirista gastou, em média, R$ 962 nas cidades de embarque e desembarque, categoria em que Santos está inserida. Nas cidades utilizadas como escala, como Ilhabela, o gasto médio foi de R$ 800,98.
Na temporada passada, passageiros e tripulantes movimentaram R$ 627,1 milhões em alimentos e bebidas e R$ 605,5 milhões no varejo. Outros R$ 294,6 milhões foram destinados ao transporte antes e depois das viagens, R$ 248,1 milhões a passeios turísticos e R$ 92,1 milhões à hospedagem.
O perfil dos passageiros também chama atenção para a chegada de novos visitantes. Na temporada anterior, 65,7% dos entrevistados estavam conhecendo a cidade escolhida pela primeira vez e 23,9% eram estrangeiros.
Para 35,9% dos passageiros, as cidades incluídas no roteiro ou utilizadas como paradas influenciaram a escolha da viagem. O índice ficou próximo dos 36,3% que apontaram o preço como fator de decisão.
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