Mundo • 13:08h • 28 de outubro de 2026
Temporada de cupins acende alerta para infestações em casas e móveis; veja como identificar os sinais
Calor e umidade favorecem a atividade desses insetos, que podem comprometer estruturas de madeira e objetos de valor afetivo; especialistas orientam sobre prevenção e cuidados no combate
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
Com a chegada dos períodos mais quentes e úmidos, aumenta a preocupação com a presença de cupins em residências, estabelecimentos comerciais e imóveis antigos. As condições climáticas favorecem a atividade e a reprodução desses insetos, que podem provocar danos em móveis, portas, armários e estruturas de madeira. Especialistas também alertam para os cuidados necessários na aplicação de produtos químicos, especialmente em ambientes frequentados por crianças, pessoas sensíveis e animais domésticos.
Embora o alerta tenha surgido a partir de relatos de antecipação da temporada de cupins na cidade de São Paulo, os cuidados são relevantes para outras regiões do país, incluindo o interior paulista. A ocorrência de infestações depende de fatores como espécie, condições ambientais, umidade e características das construções.
Os prejuízos podem atingir desde estruturas dos imóveis até móveis antigos, bibliotecas particulares e objetos herdados de familiares. Em muitos casos, a infestação se desenvolve sem sinais evidentes nas fases iniciais, permitindo que os danos avancem antes de serem percebidos.
Como identificar sinais de cupins em casa
Alguns indícios podem ajudar os moradores a reconhecer uma possível infestação:
- Pequenos grânulos ou resíduos semelhantes à serragem próximos a móveis e estruturas de madeira;
- Asas descartadas perto de janelas, portas e pontos de iluminação;
- Madeira com som oco ao ser examinada;
- Presença de insetos alados, conhecidos popularmente como siriris ou aleluias, especialmente durante revoadas;
- Túneis de terra em paredes, rodapés ou outras superfícies, característicos de determinadas espécies de cupins.
Manchas de umidade e infiltrações também merecem atenção, pois podem favorecer condições associadas a algumas infestações, embora não comprovem, isoladamente, a presença desses insetos.
Produtos químicos exigem cuidados na aplicação
Além dos prejuízos materiais, o combate inadequado aos cupins pode trazer riscos à saúde. Inseticidas utilizados sem orientação ou em desacordo com as instruções do fabricante podem provocar intoxicações e irritações, principalmente em ambientes fechados.
O restaurador Stephan Schäfer, diretor da Preservatech, alerta que cupinicidas não devem ser aplicados em superfícies que entram em contato com alimentos, utensílios de cozinha, áreas de cultivo, proximidades de aquários ou ambientes com ventilação inadequada.
Uma das alternativas utilizadas na conservação de patrimônio histórico é a desinfestação térmica, que emprega calor controlado para eliminar os insetos sem a aplicação de cupinicidas. Segundo Schäfer, o procedimento pode ser realizado em ambientes isolados ou em câmaras específicas para o tratamento de móveis.
A técnica exige avaliação especializada, pois temperaturas inadequadas podem danificar determinados materiais e acabamentos. Além disso, o tratamento de uma peça infestada não substitui a investigação de possíveis focos em outras partes do imóvel.
Para evitar prejuízos maiores, a recomendação é observar os primeiros sinais, investigar a origem da infestação e procurar profissionais habilitados para identificar a espécie de cupim e indicar o método de controle mais adequado.
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