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Mundo • 16:47h • 04 de junho de 2026

Tragédia em Congonhas levanta debate sobre responsabilidade das companhias aéreas no desembarque

Especialista afirma que obrigação de garantir segurança ao passageiro continua mesmo após o pouso da aeronave

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da VH Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Queda fatal em Congonhas levanta discussão sobre responsabilidade das companhias aéreas
Queda fatal em Congonhas levanta discussão sobre responsabilidade das companhias aéreas

A morte de uma mulher durante o desembarque de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, reacendeu discussões sobre a responsabilidade das companhias aéreas na segurança dos passageiros durante toda a operação de viagem, inclusive após o pouso. O caso, registrado nesta semana, será investigado pelas autoridades responsáveis para esclarecer as circunstâncias do acidente e possíveis falhas operacionais.

As primeiras informações apontam que a vítima sofreu a queda ao utilizar a escada de desembarque da aeronave. A ocorrência gerou repercussão nacional e voltou a levantar questionamentos sobre protocolos de segurança adotados pelas companhias aéreas, operadores aeroportuários e equipes responsáveis pelas operações em solo.

Responsabilidade não termina após o pouso

Especialistas em Direito do Consumidor explicam que o desembarque também faz parte do serviço contratado pelo passageiro. Isso significa que a responsabilidade da companhia aérea permanece válida até o encerramento completo da operação de saída da aeronave.

Segundo o advogado Daniel Romano Hajaj, a análise jurídica do caso deverá considerar fatores como condições do equipamento utilizado, manutenção da escada de desembarque, suporte oferecido aos passageiros e cumprimento dos protocolos de segurança.

O especialista destaca que o Código de Defesa do Consumidor prevê responsabilidade objetiva em casos de falha na prestação de serviço, permitindo eventual responsabilização das empresas mesmo sem comprovação direta de culpa.

Investigação pode envolver empresas terceirizadas

Além da companhia aérea, a apuração também poderá avaliar a atuação de empresas terceirizadas responsáveis pela operação aeroportuária e manutenção dos equipamentos utilizados durante embarque e desembarque.

Caso sejam identificadas falhas, negligência operacional, ausência de manutenção ou irregularidades nos protocolos de segurança, os responsáveis poderão responder civilmente pelos danos causados.

O caso também reacendeu debates sobre a necessidade de fiscalização constante nas operações aeroportuárias, principalmente em procedimentos considerados rotineiros, mas que envolvem circulação intensa de passageiros e riscos operacionais relevantes.

Debate sobre segurança aeroportuária volta à tona

Especialistas avaliam que acidentes durante embarque e desembarque reforçam a importância de revisão contínua dos protocolos adotados pelas empresas de transporte aéreo e pelos operadores aeroportuários.

Para Daniel Romano Hajaj, a responsabilidade das companhias não se limita apenas ao voo em si, mas envolve toda a experiência contratada pelo passageiro dentro da estrutura de transporte aéreo.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) acompanha a apuração do caso, enquanto familiares da vítima poderão buscar eventual indenização por danos morais e materiais conforme o avanço das investigações e a conclusão dos laudos técnicos.

A morte de uma mulher durante o desembarque de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, reacendeu discussões sobre a responsabilidade das companhias aéreas na segurança dos passageiros durante toda a operação de viagem, inclusive após o pouso. O caso, registrado nesta semana, será investigado pelas autoridades responsáveis para esclarecer as circunstâncias do acidente e possíveis falhas operacionais.

As primeiras informações apontam que a vítima sofreu a queda ao utilizar a escada de desembarque da aeronave. A ocorrência gerou repercussão nacional e voltou a levantar questionamentos sobre protocolos de segurança adotados pelas companhias aéreas, operadores aeroportuários e equipes responsáveis pelas operações em solo.

Responsabilidade não termina após o pouso

Especialistas em Direito do Consumidor explicam que o desembarque também faz parte do serviço contratado pelo passageiro. Isso significa que a responsabilidade da companhia aérea permanece válida até o encerramento completo da operação de saída da aeronave.

Segundo o advogado Daniel Romano Hajaj, a análise jurídica do caso deverá considerar fatores como condições do equipamento utilizado, manutenção da escada de desembarque, suporte oferecido aos passageiros e cumprimento dos protocolos de segurança.

O especialista destaca que o Código de Defesa do Consumidor prevê responsabilidade objetiva em casos de falha na prestação de serviço, permitindo eventual responsabilização das empresas mesmo sem comprovação direta de culpa.

Investigação pode envolver empresas terceirizadas

Além da companhia aérea, a apuração também poderá avaliar a atuação de empresas terceirizadas responsáveis pela operação aeroportuária e manutenção dos equipamentos utilizados durante embarque e desembarque.

Caso sejam identificadas falhas, negligência operacional, ausência de manutenção ou irregularidades nos protocolos de segurança, os responsáveis poderão responder civilmente pelos danos causados.

O caso também reacendeu debates sobre a necessidade de fiscalização constante nas operações aeroportuárias, principalmente em procedimentos considerados rotineiros, mas que envolvem circulação intensa de passageiros e riscos operacionais relevantes.

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