Saúde • 15:49h • 09 de janeiro de 2026
Tratamento com lecanemabe é liberado no Brasil para Alzheimer leve
Tratamento com anticorpo lecanemabe é indicado para pacientes com demência leve e pode retardar o declínio cognitivo
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Agência Brasil | Foto: Divulgação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou um novo medicamento para o tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. O aval foi publicado no Diário Oficial da União no dia 22 do mês passado e autoriza o uso do Leqembi, remédio desenvolvido a partir do anticorpo monoclonal lecanemabe.
O medicamento é indicado para pessoas que já apresentam comprometimento cognitivo leve ou demência leve associada ao Alzheimer. De acordo com o registro aprovado pela Anvisa, o lecanemabe atua reduzindo as placas beta-amiloides no cérebro, cujo acúmulo é uma das principais características da doença. O produto é apresentado como solução para diluição e administração por infusão intravenosa.
Evidências clínicas
Segundo informações divulgadas pela Anvisa, a eficácia clínica do Leqembi foi avaliada em um estudo principal com 1.795 pacientes diagnosticados com Alzheimer em estágio inicial e com presença confirmada de placas beta-amiloides no cérebro. Os participantes receberam o medicamento ou placebo e foram acompanhados por 18 meses.
A principal medida de eficácia foi a evolução dos sintomas ao longo do período, avaliada por meio da escala CDR-SB, utilizada internacionalmente para mensurar a gravidade da demência e o impacto do comprometimento cognitivo na vida diária dos pacientes.
No subgrupo analisado, composto por 1.521 pessoas, os resultados mostraram que os pacientes tratados com o novo medicamento apresentaram um aumento menor na pontuação da escala CDR-SB em comparação com aqueles que receberam placebo, indicando uma progressão mais lenta dos sintomas da doença.
Avanço no tratamento
A aprovação do Leqembi representa um avanço no manejo do Alzheimer em estágio inicial, fase em que as intervenções terapêuticas têm maior potencial de retardar a progressão da doença. A Anvisa destaca que o medicamento não é indicado para estágios avançados e que o tratamento deve ser prescrito e acompanhado por profissionais especializados.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta milhões de pessoas no mundo e ainda não tem cura. Novas terapias voltadas às fases iniciais são vistas por especialistas como uma estratégia importante para ampliar a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares.
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