Saúde • 08:54h • 23 de março de 2026
Tratamento da obesidade avança com nova dose de semaglutida aprovada nos EUA
Nova versão com 7,2 mg de semaglutida apresenta perda de peso superior a 20% e melhora da composição corporal, segundo estudos clínicos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Digital Trix | Foto: Arquivo/Âncora1
A aprovação da dose de 7,2 mg de semaglutida, princípio ativo do medicamento Wegovy, pelo Food and Drug Administration, dos Estados Unidos, marca um novo avanço no tratamento da obesidade. A decisão, baseada em resultados do estudo clínico STEP UP, indica redução média de mais de 20% do peso corporal, com manutenção dos resultados ao longo do tempo. A nova dose é de uso semanal e ainda não tem previsão de chegada ao Brasil.
Os dados chamam atenção pela magnitude e consistência dos resultados. De acordo com a endocrinologista Alessandra Rascovski, diretora médica da Atma Soma, cerca de um em cada três pacientes alcançou perda de peso igual ou superior a 25%, com benefícios sustentados em acompanhamento prolongado.
Outro ponto analisado foi a segurança do aumento de dose. A especialista explica que a elevação de 2,4 mg para 7,2 mg não apresentou aumento significativo de efeitos colaterais, especialmente entre pacientes que já toleravam bem a dose anterior. A tolerabilidade é considerada um fator-chave em tratamentos de longo prazo.
Além da redução no peso total, os estudos reforçam a importância da qualidade da perda. Dados apresentados em congressos internacionais indicam que aproximadamente 84,4% do peso eliminado corresponde à gordura corporal, enquanto cerca de 15,6% está associado à massa magra.
Essa proporção é vista como um diferencial relevante. Em tratamentos convencionais, a expectativa costuma girar em torno de 75% de perda de gordura e 25% de massa muscular. O resultado observado com a nova dose indica maior preservação da massa magra, o que está diretamente ligado à manutenção da força, da mobilidade e à saúde metabólica.
Na avaliação clínica, isso se traduz em benefícios adicionais, como melhora de indicadores cardiovasculares e funcionalidade física. A mudança reforça uma tendência recente na endocrinologia, que passa a considerar não apenas o número na balança, mas também a composição corporal e o impacto metabólico do emagrecimento.
O avanço ocorre em um cenário de crescente disputa no mercado global de medicamentos para obesidade, com novas abordagens terapêuticas sendo desenvolvidas. Ainda assim, especialistas destacam que o uso dessas medicações deve ser feito com acompanhamento médico e inserido em um plano individualizado, que inclua hábitos alimentares e atividade física.
A aprovação da nova dose também reforça uma mudança de paradigma no tratamento da obesidade. O foco deixa de ser exclusivamente a perda de peso e passa a incorporar indicadores mais amplos, como redução de gordura corporal, preservação muscular e diminuição de riscos cardiometabólicos, fatores diretamente associados à qualidade e à expectativa de vida.
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