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Saúde • 10:03h • 19 de julho de 2026

Trocar de plano de saúde pode deixar o consumidor sem cobertura imediata; entenda a carência

Milhões de brasileiros mudam de convênio todos os anos, mas desconhecimento sobre prazos de utilização ainda provoca surpresas na hora em que o atendimento é mais necessário

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Antes de cancelar seu plano de saúde, veja o que pode deixar você sem cobertura médica
Antes de cancelar seu plano de saúde, veja o que pode deixar você sem cobertura médica

Trocar de plano de saúde pode parecer uma forma rápida de economizar ou conseguir uma rede credenciada melhor. No entanto, muitos consumidores descobrem apenas quando precisam de atendimento que o novo contrato ainda não permite o uso de determinados serviços por causa da carência.

O alerta ganha importância em um mercado cada vez mais dinâmico. O Brasil ultrapassou a marca de 53 milhões de beneficiários de planos médico-hospitalares e registra mais de 1 milhão de adesões e cancelamentos por mês, refletindo um cenário de alta rotatividade e busca por alternativas diante dos reajustes das mensalidades.

Pagar a mensalidade não significa poder usar o plano

A carência é o período que o beneficiário precisa aguardar para utilizar determinados procedimentos após contratar um plano de saúde.

Pelos prazos máximos definidos pela legislação, a espera pode ser de 24 horas para atendimentos de urgência e emergência, 180 dias para consultas, exames e outros procedimentos e 300 dias para parto a termo. Nos casos de doenças ou lesões preexistentes, ainda pode haver Cobertura Parcial Temporária (CPT), que limita determinados procedimentos relacionados à condição declarada por até 24 meses.

"O consumidor muitas vezes olha o preço e só descobre a carência quando precisa usar o plano. Esse é o erro mais comum", afirma Adriana Mello, CEO da Click Planos.

Portabilidade exige planejamento

Especialistas orientam que ninguém cancele o plano atual antes de confirmar todas as condições do novo contrato.

Além da carência, é importante verificar se hospitais, laboratórios e médicos utilizados pela família fazem parte da rede credenciada, além da abrangência geográfica, tipo de cobertura e regras de portabilidade previstas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Outro ponto que merece atenção é a Cobertura Parcial Temporária (CPT), aplicada quando o beneficiário declara doença ou lesão preexistente.

"A CPT não deve ser vista como uma barreira, mas como uma etapa regulada que precisa ser explicada com transparência. O consumidor não pode contratar um plano sem compreender exatamente o que estará coberto e o que poderá ter restrição temporária", destaca Adriana Mello.

Cinco cuidados antes de trocar de plano

Antes de assinar um novo contrato, especialistas recomendam:

  1. Verificar os prazos de carência para cada tipo de atendimento.
  2. Não cancelar o plano antigo antes da aprovação do novo.
  3. Comparar rede credenciada, cobertura, reajustes e abrangência.
  4. Guardar contratos, comprovantes de pagamento e documentos da portabilidade.
  5. Esclarecer todas as dúvidas antes da assinatura.

Em um mercado que movimenta milhões de contratos todos os anos, compreender as regras de carência e portabilidade pode evitar períodos sem cobertura justamente quando o atendimento médico se torna mais necessário.

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