Gastronomia & Turismo • 17:08h • 09 de abril de 2026
Turismo de experiência redefine o luxo e muda a forma de viajar no mundo
Viajantes priorizam curadoria, propósito e uso inteligente do tempo, substituindo roteiros tradicionais por experiências personalizadas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
O conceito de luxo no turismo está passando por uma transformação significativa. Em vez de ostentação e acúmulo de destinos, viajantes têm priorizado experiências personalizadas, planejamento estratégico e significado nas escolhas. Dados do Traveller Value Index 2024, da Expedia Group, mostram que 76% dos viajantes globais preferem investir em experiências em vez de bens materiais, enquanto mulheres influenciam ou decidem mais de 70% das viagens no mundo.
Esse novo comportamento reposiciona o setor e altera a lógica de consumo, com impacto direto na forma como viagens são planejadas e vividas.
Qualidade substitui quantidade nas viagens
Segundo a empresária e curadora de viagens Carmita Ribeiro, idealizadora do projeto Mala Vermelha pelo Mundo, o foco deixou de ser a quantidade de destinos e passou a ser a qualidade da experiência.
A mudança reflete um viajante mais consciente, que busca roteiros alinhados ao seu momento de vida e rejeita programações padronizadas. Em vez de agendas intensas, cresce a preferência por experiências culturais mais profundas, hospedagens autorais e propostas personalizadas. Esse movimento também acompanha uma maior valorização do tempo, que passa a ser tratado como um dos principais ativos da viagem.
Curadoria ganha força diante do excesso de informação
Com o aumento das opções e das avaliações disponíveis, planejar uma viagem se tornou mais complexo. Informações contraditórias e excesso de alternativas ampliam a insegurança na tomada de decisão.
Nesse cenário, a curadoria baseada em experiência prática ganha espaço como diferencial. O objetivo é reduzir riscos, evitar erros e estruturar a jornada de forma mais eficiente.
O planejamento deixa de ser apenas operacional e passa a ser parte essencial da experiência, especialmente em viagens de maior investimento financeiro e emocional.
Mercado se adapta a um novo perfil de viajante
A transformação no comportamento do consumidor já impacta toda a cadeia do turismo. Operadoras, hotéis e marcas do setor têm investido em personalização, atendimento consultivo e inteligência de planejamento.
A experiência deixa de ser um produto fechado e passa a ser construída de forma estratégica, com foco em previsibilidade, conforto e coerência com o perfil do viajante.
Além disso, um público mais experiente e com maior autonomia financeira tende a priorizar bem-estar, equilíbrio e profundidade cultural, em vez de volume de atividades.
Viagem como extensão do estilo de vida
O turismo de experiência também reflete uma mudança mais ampla na forma como as pessoas se relacionam com o consumo. A viagem deixa de ser apenas deslocamento e passa a integrar decisões ligadas a identidade, propósito e qualidade de vida.
Nesse contexto, o luxo passa a ser definido por escolhas mais conscientes e alinhadas com expectativas individuais. A tendência indica uma mudança estrutural no setor, em que significado, segurança e personalização se tornam elementos centrais da experiência.
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