• Lula conquista o tetra após virada histórica e é reeleito presidente do Brasil até 2030
  • O que muda no bolso de homens com a mesma renda? Estudo identifica nove perfis de consumo
  • Festa da Uva de Jundiaí é reconhecida por turismo inclusivo e prepara novidades para 2027
Novidades e destaques Novidades e destaques

Educação • 08:36h • 11 de novembro de 2024

Um a cada quatro estudantes está sem raça declarada no Censo Escolar

Dados são importantes para elaboração de políticas afirmativas

Agência Brasil | Foto: Marcelo Camargo

O Censo Escolar é a principal fonte de dados sobre a educação básica
O Censo Escolar é a principal fonte de dados sobre a educação básica

Um a cada quatro estudantes das escolas brasileiras não teve a raça declarada no Censo Escolar em 2023. O dado é preocupante, de acordo com organizações educacionais que lançaram, esta semana, uma campanha para incentivar a declaração racial já na hora da matrícula nas escolas. Segundo a campanha, ter essas informações sobre os estudantes é um passo importante para combater as desigualdades raciais no país.

O Censo Escolar, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é a principal fonte de dados sobre a educação básica. Em 2023, havia no país 47,3 milhões de alunos matriculados em escolas públicas e privadas, dos quais 91% frequentavam o ensino regular. Desse total, 32,31% dos alunos são brancos, 37,3% pardos, 3,7% pretos, 0,4% amarelos, 0,8% indígenas, e 25,5%, ou mais de 12 milhões, não tiveram sua raça declarada.

“Tem várias crianças sem declaração de raça e isso impacta no fluxo decisório em relação a infraestrutura, a organização dos processos de ensino e aprendizagem, no atraso do país como um todo em superar as desigualdades, que são fruto do processo de racialização”, diz a vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann, Alessandra Benedito.

A Fundação Lemann é uma das organizações educacionais que lançaram, nesta semana, a campanha Estudante Presente É Estudante que se Identifica. A iniciativa visa sensibilizar famílias, gestores escolares, secretarias de educação, professores e estudantes pela declaração racial dos alunos no período de matrículas em todo país.

De acordo com o grupo, o período de matrículas é um momento chave para garantir que essa informação seja registrada na escola, e, posteriormente, no momento de coleta de dados do Censo seja devidamente registrada, permitindo que políticas educacionais mais justas e inclusivas sejam implementadas.

Entre 2007 e 2016, houve uma significativa diminuição na proporção de estudantes que não tiveram declaração de raça no Censo Escolar, de 60,3% em 2007 para 29% em 2016, segundo levantamento feito pela campanha com base nos dados do Inep. No entanto, de 2016 a 2022, essa tendência de redução desacelerou, registrando uma queda de apenas 1,5 ponto percentual nesse período. Já de 2022 para 2023, observou-se uma retomada na queda, com um declínio de dois pontos percentuais.

Alessandra explica que a mobilização deve se dar envolvendo desde os funcionários das secretariais das escolas até os diretores e outros gestores. Ela diz que não apenas o preenchimento correto é importante, mas saber “utilizar esses dados. Não é só sobre preenchimento, é sobre a análise e a implementação dos resultados. É uma possibilidade da gente ter visibilidade e tomar decisões que sejam decisões melhores e mais qualificadas”, diz.

Cotas

Para o coordenador de finanças do Movimento Negro Unificado no Distrito Federal (MNU/DF), Geovanny Silva, ter dados confiáveis é importante para combater o racismo que persiste no país e para ter medidas para ações afirmativas como a própria política de cotas do ensino superior.

A Lei de Cotas (Lei 12.711/12) estabelece que 50% de todas as vagas das universidades federais e das instituições federais de ensino técnico de nível médio sejam reservadas a estudantes de escolas públicas.  Metade delas deve ser ocupada por estudantes de famílias de baixa renda, de até 1,5 salário mínimo por pessoa, o equivalente a R$ 1.818 por mês. A lei prevê também a reserva de vagas para estudantes pretos, pardos, indígenas e com deficiência de acordo com a porcentagem dessas populações em cada unidade federativa.

“Quando a gente consegue olhar no Censo Escolar e entender todos os tipos de raça que nós temos nas escolas, a gente consegue perceber alguns indicadores importantes que balizam políticas públicas, por exemplo, as cotas no ensino superior, que é uma cota identificada para estudante de ensino público, mas tem um recorte social e racial. Esses dados são fundamentais para a gente gerar política pública. E o que nós defendemos são políticas públicas chamadas de ações afirmativas, políticas públicas reparadoras a todo a violência que o que a população negra sofreu do período escravocrata, e infelizmente até hoje vive com o racismo que tem na sociedade”, diz Silva.

A campanha pode ser acessada na internet. Secretarias de educação, escolas e o público em geral podem aderir. Além da Fundação Lemann, a campanha é conduzida pelas seguintes entidades:  Associação Bem Comum, Nova Escola, Centro Lemann, Motriz e Reúna, em parceria com Fundação Roberto Marinho, Instituto Natura e Ensina Brasil.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Educação • 08:05h • 26 de outubro de 2026

Medicina segue como curso mais concorrido da Fuvest, enquanto Jornalismo sobe para o 6º lugar

Primeira fase do vestibular da USP acontece neste domingo, 1º de novembro, com mais de 106 mil inscritos; locais de prova já podem ser consultados

Descrição da imagem

Variedades • 07:12h • 26 de outubro de 2026

Assis terá semana de frio nas manhãs, chuva e trovoadas, com temperaturas de até 11ºC

Previsão indica queda nas temperaturas nesta segunda-feira (26), pancadas de chuva à tarde e tempo instável até quinta-feira (29)

Descrição da imagem

Política • 21:10h • 25 de outubro de 2026

Lula conquista o tetra após virada histórica e é reeleito presidente do Brasil até 2030

Ao lado de Geraldo Alckmin, presidente vence disputa acirrada no segundo turno, em uma eleição marcada pela mobilização popular, polarização e circulação de notícias falsas

Descrição da imagem

Variedades • 18:43h • 25 de outubro de 2026

O que muda no bolso de homens com a mesma renda? Estudo identifica nove perfis de consumo

Estudo com 70 mil consumidores identifica nove perfis de comportamento e mostra diferenças nas compras, no uso do cartão e na preferência por pagamentos à vista ou parcelados

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 17:23h • 25 de outubro de 2026

Festa da Uva de Jundiaí é reconhecida por turismo inclusivo e prepara novidades para 2027

Evento está entre as 15 iniciativas de destaque em acessibilidade no estado de São Paulo; próxima edição terá entrada gratuita e acontecerá de 14 de janeiro a 7 de fevereiro

Descrição da imagem

Educação • 16:18h • 25 de outubro de 2026

Docente de Assis discute sustentabilidade e acesso a serviços essenciais em seminário nacional

Jonatas José Lobo Oliveira participou de encontro na UTFPR, em Curitiba, que discutiu governança pública, desenvolvimento territorial e acesso a serviços essenciais

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 15:33h • 25 de outubro de 2026

Brasil ocupa 48ª posição em ranking de doações e enfrenta desafio de manter solidariedade o ano inteiro

Pesquisas mostram queda nas contribuições recorrentes e apontam a falta de confiança nas instituições como um dos principais obstáculos; Dia de Doar será em 1º de dezembro

Descrição da imagem

Educação • 14:37h • 25 de outubro de 2026

Pesquisas desenvolvidas em parceria entre diferentes cursos ganham espaço em fórum da FEMA

Evento realizado em Assis destacou trabalhos acadêmicos, projetos de iniciação científica e estudos sobre tecnologias como blockchain

As mais lidas do mês

Política

Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar

Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos