Saúde • 09:12h • 15 de outubro de 2026
Uma em cada três mulheres sente falta de informações sobre o câncer de mama, aponta Datafolha
Pesquisa revela dificuldades na compreensão de exames e tratamentos; especialistas destacam a importância de conhecer as características de cada tumor
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Edelman | Foto: Divulgação
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, com patrocínio da AstraZeneca, revela que 36% das mulheres entrevistadas sentiram falta de maior clareza nas informações sobre exames e tratamentos do câncer de mama. Outros 33% apontaram a necessidade de receber mais orientações sobre esses temas. Os resultados, divulgados durante o Outubro Rosa de 2026, chamam a atenção para a importância da comunicação entre pacientes e profissionais de saúde após o diagnóstico.
O levantamento também identificou que 62% das participantes consideram que informações claras e confiáveis ajudam a compreender a evolução da doença e as perspectivas de recuperação. Para especialistas, o acesso ao conhecimento é fundamental para que as pacientes entendam o diagnóstico e participem das decisões relacionadas ao tratamento.
"A informação útil e de qualidade precisa acompanhar a paciente em todas as etapas da jornada. Compreender as características da doença, esclarecer dúvidas sobre possíveis impactos na rotina diária e manter um diálogo aberto com a equipe de saúde são fatores importantes para que cada mulher participe ativamente das decisões relacionadas ao seu cuidado", afirma Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia.
Diferentes tipos de câncer de mama exigem tratamentos específicos
Os avanços da medicina permitiram identificar diferentes tipos e subtipos de câncer de mama, cada um com características que podem influenciar a escolha do tratamento. Essa distinção torna os exames diagnósticos e a avaliação individualizada especialmente importantes.
Entre as mulheres que consideraram essencial receber informações claras após o diagnóstico, 57% destacaram a importância de compreender como o tipo e o subtipo do tumor influenciam as opções terapêuticas. Outras 48% apontaram a necessidade de informações que permitam discutir os tratamentos disponíveis com a equipe médica.
Segundo Danilo Lopes, diretor das áreas médicas de Oncologia e Doenças Raras da AstraZeneca, a identificação de biomarcadores permite compreender características específicas dos tumores e orientar decisões clínicas. Entre os avanços está a biópsia líquida, exame menos invasivo que pode ajudar a acompanhar alterações da doença ao longo do tempo, conforme a indicação médica.
Os resultados reforçam a importância de uma comunicação acessível durante o acompanhamento oncológico, especialmente diante de tratamentos cada vez mais personalizados e de informações técnicas que nem sempre são facilmente compreendidas pelas pacientes.
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