Educação • 11:34h • 21 de abril de 2026
Universidades no Brasil já aceitam diploma internacional no lugar de vestibular e Enem
Certificado do International Baccalaureate já é aceito por 32 instituições no país e abre caminho direto para cursos concorridos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Central Press | Foto: Divulgação
O ingresso no ensino superior no Brasil começa a ganhar novas alternativas além do vestibular tradicional e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Atualmente, 32 universidades brasileiras já aceitam o diploma do International Baccalaureate (IB) como forma de acesso direto à graduação, ampliando as possibilidades para estudantes com formação internacional.
Reconhecido globalmente, o IB é um programa educacional criado na Suíça na década de 1960 e presente em mais de 150 escolas no Brasil. No mundo, o certificado é aceito por mais de 2.300 universidades em 74 países, consolidando-se como uma das principais portas de entrada para o ensino superior internacional.
No país, instituições como Fundação Getulio Vargas (FGV), Insper, PUC, Mackenzie, Hospital Israelita Albert Einstein, Sírio-Libanês e Unifase já utilizam o desempenho no programa como critério de seleção para cursos de graduação, incluindo áreas de alta concorrência como Medicina, Engenharia, Direito e Economia.
Como funciona o ingresso pelo IB
Diferente de uma prova única, o IB é resultado de um percurso acadêmico de dois anos, geralmente realizado no Ensino Médio por estudantes entre 16 e 19 anos. Ao final desse ciclo, o aluno recebe uma pontuação que varia de 1 a 45 pontos, utilizada pelas universidades como critério de admissão.
As notas mínimas exigidas variam conforme a instituição e o curso, normalmente entre 24 e 40 pontos. Em alguns casos, o desempenho no programa também pode garantir aproveitamento de disciplinas já cursadas, reduzindo o tempo de graduação.
Formação exige desempenho contínuo
O Diploma Programme, etapa final do IB, combina avaliações internas e externas ao longo do período de formação. Entre as exigências estão trabalhos acadêmicos em diferentes disciplinas, avaliações orais em línguas e provas finais em seis áreas de estudo.
Além disso, o programa inclui três componentes centrais: a produção de uma monografia extensa (Extended Essay), uma redação reflexiva sobre conhecimento (Theory of Knowledge) e atividades extracurriculares com impacto social (CAS - Creativity, Activity and Service).
Esse modelo busca desenvolver competências acadêmicas e habilidades críticas, preparando o estudante para processos seletivos mais amplos e exigentes.
Caminho alternativo ganha força no Brasil
Para especialistas em orientação educacional, a ampliação do reconhecimento do IB no Brasil representa uma mudança relevante no acesso ao ensino superior. O modelo permite que estudantes ingressem em universidades sem depender exclusivamente de exames tradicionais, ao mesmo tempo em que fortalece uma formação mais global.
A tendência acompanha um movimento internacional de diversificação dos processos seletivos, considerando trajetórias acadêmicas mais completas e não apenas o desempenho em provas pontuais.
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