Ciência e Tecnologia • 08:22h • 06 de fevereiro de 2026
Uso de luz com antibióticos pode ajudar a combater superbactérias em hospitais
Combinação de terapia fotodinâmica com antibióticos tradicionais potencializa efeito dos medicamentos e pode até reduzir a necessidade de doses elevadas
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Texas A&M, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nova estratégia para combater uma superbactéria comum em hospitais. O estudo mostrou que a combinação de luz com antibióticos tradicionais pode tornar o tratamento mais eficaz e reduzir a quantidade de medicamento necessária.
A pesquisa teve como foco a bactéria Klebsiella pneumoniae, responsável por infecções graves, principalmente em pacientes internados em UTI e que usam aparelhos para respirar. Essa bactéria é difícil de tratar porque resiste a muitos antibióticos e está entre as principais causas de morte por infecção hospitalar no mundo.
Os cientistas usaram uma técnica chamada terapia fotodinâmica, que combina luz vermelha de LED com corantes especiais. Quando ativados pela luz, esses corantes produzem substâncias que enfraquecem ou destroem as bactérias. No estudo, foram testados dois corantes junto com antibióticos comuns, como ciprofloxacina, gentamicina e ceftriaxona.
Os resultados mostraram que o uso combinado da luz com os antibióticos funcionou melhor do que cada tratamento isolado. Em alguns casos, foi possível reduzir em até seis vezes a quantidade de bactérias. A combinação do corante azul de metileno com luz apresentou os melhores resultados e chegou a eliminar completamente a bactéria após 18 horas quando usada junto com um antibiótico.
Segundo os pesquisadores, a luz funciona como um “facilitador”, deixando as bactérias mais sensíveis aos antibióticos. Isso pode permitir o uso de doses menores dos medicamentos, reduzindo efeitos colaterais e ajudando a frear o aumento da resistência bacteriana.
As chamadas superbactérias surgem, em grande parte, pelo uso incorreto ou excessivo de antibióticos. Em ambientes hospitalares, o risco é maior devido ao uso de equipamentos invasivos e ao contato constante entre pacientes e profissionais de saúde. Por isso, a prevenção ainda é fundamental, com medidas como higienizar as mãos, usar antibióticos apenas com orientação médica e manter protocolos rigorosos de limpeza nos hospitais.
Os pesquisadores acreditam que essa combinação de luz e antibióticos poderá ser usada no futuro para tratar infecções localizadas, como feridas, úlceras e infecções respiratórias. Como a técnica utiliza equipamentos e substâncias já conhecidas na área da saúde, ela tem potencial para chegar mais rapidamente à prática médica e ajudar no combate a um dos maiores desafios da saúde pública atual.
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