Ciência e Tecnologia • 19:29h • 21 de abril de 2026
Indústria offshore: USP inaugura centro de inovação para desenvolver tecnologias de descarbonização
Parceria entre Shell Brasil, USP, IPT e Fapesp cria estrutura voltada à pesquisa aplicada e ao avanço do setor energético
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Shell | Foto: Divulgação
A Universidade de São Paulo (USP) inaugurou, na última quarta-feira (15), a sede do Centro de Inovação em Tecnologia Offshore (OTIC), instalado na Escola Politécnica, em São Paulo. A iniciativa reúne Shell Brasil, USP, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com foco no desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas à descarbonização e à eficiência da indústria de energia.
O novo centro nasce com a proposta de integrar academia, setor produtivo e governo em um ambiente de pesquisa aplicada, voltado a desafios reais da indústria offshore. A cerimônia de inauguração reuniu autoridades, pesquisadores e representantes das instituições parceiras, destacando o caráter colaborativo do projeto.
Estrutura amplia capacidade de pesquisa e inovação
Durante o evento, foram apresentados quatro novos laboratórios que passam a compor a estrutura do OTIC, ampliando sua atuação em áreas estratégicas:
- COSMOS - Centro de Operações de Sistemas e Simulação Multipropósito
- NAVE Lab - Laboratório de Navegação e Ambientes Aumentados e Virtuais
- SPOT Lab - Laboratório de Percepção Social da Tecnologia
- DOL - Laboratório Oceano Digital
Os espaços são voltados ao desenvolvimento de tecnologias relacionadas à simulação avançada, digitalização e monitoramento de sistemas offshore. A proposta é consolidar o centro como uma plataforma de inovação capaz de gerar soluções aplicáveis ao setor energético.

Integração entre indústria, academia e governo
O OTIC foi estruturado com base no conceito de cooperação entre diferentes setores, buscando acelerar a transformação tecnológica da indústria offshore. A iniciativa atua diretamente em frentes como eficiência operacional, novas tecnologias energéticas e redução de emissões.
Segundo representantes do projeto, o objetivo é transformar conhecimento científico em aplicações práticas, fortalecendo a capacidade do Brasil em desenvolver soluções inovadoras para o setor.
A Shell Brasil investe R$ 49 milhões na iniciativa, por meio da cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Agência Nacional do Petróleo (ANP), reforçando o papel do investimento privado no avanço científico.
Brasil busca protagonismo no setor energético
A criação do OTIC ocorre em um contexto de transição energética global, no qual a indústria offshore passa a demandar soluções mais sustentáveis e eficientes. Nesse cenário, centros de pesquisa como o inaugurado na USP ganham relevância estratégica ao conectar conhecimento técnico, inovação e aplicação industrial.
A expectativa é que o OTIC contribua para posicionar o Brasil como um dos polos de desenvolvimento tecnológico no setor, ampliando a colaboração entre instituições e fortalecendo o ecossistema nacional de inovação.
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