• Dia Internacional da Felicidade: por que o bem-estar é diferente para cada pessoa
  • ‘Avenida Brasil’ volta ao Vale a Pena Ver de Novo a partir de 30 de março
  • Como alguém que nunca viu enxerga as cores? Projeto transforma resposta em espetáculo
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 08:00h • 11 de setembro de 2024

USP: Setembro Amarelo busca abrir espaço para o diálogo sobre o sofrimento mental

Ideia do movimento é fazer com que as pessoas se sintam à vontade para se comunicar sobre suas questões e receber ajuda, ressalta especialista

Agência SP | Foto: USP

Sofrimento normalmente fica escondido com o paciente e é percebido pelo especialista indiretamente, através de relatos sobre outras questões pessoais.
Sofrimento normalmente fica escondido com o paciente e é percebido pelo especialista indiretamente, através de relatos sobre outras questões pessoais.

“Se precisar, peça ajuda!”, este é o tema da campanha Setembro Amarelo de 2024. A iniciativa busca, mais uma vez, mobilizar a sociedade na luta contra o suicídio, que continua a ser uma das principais causas de morte evitáveis no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o suicídio é uma questão de saúde pública global, com mais de 700 mil mortes por ano, número que pode ultrapassar 1 milhão, segundo estimativas, levando em consideração as subnotificações. O mês é escolhido para a campanha anual porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Alan Campos Luciano, psiquiatra e pesquisador do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, esclarece o tema.

O Setembro Amarelo tem a função de desestigmatizar as questões em torno do tema da saúde mental. “A pessoa que está sofrendo tem muita dificuldade de expor esse sofrimento ainda nos dias de hoje por esse estigma, por crenças pessoais, de que não deveria estar sentindo isso. A ideia do movimento em setembro é fazer com que as pessoas sintam confiança na sociedade e se sintam à vontade para se comunicar sobre suas questões e daí conseguir ter a chance de receber ajuda”, afirma.

Canal de comunicação

O pesquisador explica que o sofrimento normalmente fica escondido com o paciente e é percebido pelo especialista indiretamente, através de relatos sobre outras questões pessoais.

“Normalmente é mais comum isso ficar velado, o pedido de ajuda vem para quadros de depressão, de tristeza, de angústia, perda de sentido, de vontade de viver, e por isso é importante inclusive para os profissionais de saúde sempre estarem atentos aos sinais. É importante construir um canal de comunicação para abrir o tema, conseguir falar sobre isso, investigar e a partir daí ajudar o paciente. Vale lembrar também que, em algumas situações, principalmente nos mais jovens, às vezes é menos explícito ainda, ou seja, vale a pena a gente ficar atento para alterações de comportamento, para isolamento, retraimento social, diminuição de atividades, tudo isso pode ser sinal de alerta para algum tipo de sofrimento que pode ser associado a uma ideia de suicídio”, alerta.

Um dos mitos sociais difundidos no cenário brasileiro é o de que “quem fala não faz”, uma crença que supõe que as pessoas que denunciam seu sofrimento e expõem sua não vontade de viver querem apenas chamar atenção e não representam nenhum perigo real contra a própria vida. O professor contesta esse pensamento.

“Infelizmente, é muito comum a recidiva, ou seja, as tentativas de suicídio após a primeira vez. E, mais do que isso, o maior preditor de suicídio é a tentativa prévia. Existe um mito na nossa sociedade de que “quem fala não faz” ou não vai fazer de novo. Temos que desmistificar essa crença e ficar muito atentos, porque infelizmente o que acontece é que o risco vai aumentando conforme as novas tentativas acontecem, infelizmente, ainda mais se mal conduzido e se não há um suporte adequado”, comenta.

O professor aponta que é necessário enfatizar os cuidados voltados para os jovens que, atualmente, são o grupo mais afetado pelo sofrimento mental. Segundo dados da Fiocruz, a taxa de suicídio entre jovens cresceu 6% por ano no Brasil entre 2011 a 2022, enquanto as taxas de notificações por autolesões na faixa etária de 10 a 24 anos de idade evoluíram 29% ao ano no mesmo período.

“Os jovens fazem parte de uma situação muito específica, inclusive porque o suicídio nessa população acaba sendo a terceira causa de morte mais recorrente. Vivemos um momento em que algumas questões sociais são muito potencializadas pela tecnologia. Além disso, o jovem tem menos recursos emocionais, tem menos recursos de comunicação, por isso é importante que os parentes fiquem atentos e sempre tentem estimular uma conduta aberta de comunicação, de falar sobre o que pode estar incomodando, e no sinal de qualquer alteração comportamental, de qualquer evidência de sofrimento, novamente procurar ajuda profissional”, conclui.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Economia • 12:33h • 20 de março de 2026

Sebrae-SP promove capacitação gratuita para aumentar lucro de negócios de alimentação

Evento online acontece no dia 24 e apresenta estratégias práticas para transformar pedidos em faturamento real

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 12:02h • 20 de março de 2026

Vila Agro movimenta Assis nesta sexta com produtos, gastronomia e show ao vivo

Evento no espaço da Ceagesp reúne produtores locais e terá apresentação de Juliane & Gabriel à noite

Descrição da imagem

Saúde • 11:33h • 20 de março de 2026

Estudo da UFC liga falta de leite e vermífugos à má nutrição

Pesquisa da UFC revela que falta de leite, vermífugos e acesso à educação infantil estão entre os principais fatores da chamada tripla carga de má nutrição

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 11:11h • 20 de março de 2026

FEMA recebe Startup Day 2026 neste sábado com programação voltada à inovação

Evento gratuito acontece no dia 21 de março, em Assis, e reúne empreendedores, especialistas e interessados em negócios inovadores

Descrição da imagem

Mundo • 10:48h • 20 de março de 2026

São Paulo tem queda de 10,4% nas mortes no trânsito no início de 2026

Estado também tem redução de 5,6% nos sinistros com vítimas no primeiro bimestre; há quedas em todos os modais

Descrição da imagem

Economia • 10:05h • 20 de março de 2026

Receita exigirá declaração de ganhos com bets no Imposto de Renda

Prêmios acima de R$ 28.467,20 em 2025 deverão ser informados

Descrição da imagem

Mundo • 09:46h • 20 de março de 2026

Nova CNH: Detran-SP muda regras para avaliação de exames práticos

Prova passa a adotar pontuação por infrações, sem faltas eliminatórias automáticas

Descrição da imagem

Saúde • 09:24h • 20 de março de 2026

Anvisa recolhe esmaltes em gel com substância proibida

Medida foi tomada após Impala comunicar recolhimento voluntário

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar