Saúde • 08:08h • 24 de maio de 2026
Vacina contra nova cepa de ebola na África pode levar até 9 meses para ficar pronta
Informação foi divulgada pela OMS
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Uma vacina capaz de combater a cepa de ebola que atinge países da África pode levar entre seis e nove meses para ficar pronta para aplicação na população. A estimativa foi divulgada na quarta-feira (20) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), durante entrevista coletiva em Genebra.
Segundo o consultor e líder da área de pesquisa e desenvolvimento da OMS, Vasee Moorthy, o processo para selecionar vacinas candidatas está sendo acelerado devido aos surtos registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda. Mesmo assim, o desenvolvimento e a liberação do imunizante ainda devem levar alguns meses.
De acordo com ele, existe atualmente uma vacina em desenvolvimento específica para combater a cepa Bundibugyo, responsável pelos casos registrados na região. No entanto, ainda não há doses disponíveis para a realização de testes clínicos em humanos.
“Essa é a vacina considerada mais promissora contra a cepa Bundibugyo”, afirmou Moorthy. Segundo ele, a previsão é que o imunizante esteja disponível em um prazo entre seis e nove meses.
Outra vacina candidata também está sendo desenvolvida. Nesse caso, as primeiras doses para ensaios clínicos podem ficar prontas em cerca de dois ou três meses. Ainda assim, a OMS destaca que o avanço dependerá dos resultados de testes realizados em animais.
Surto preocupa autoridades internacionais
A OMS contabiliza atualmente quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas relacionadas ao ebola nos surtos registrados na República Democrática do Congo e em Uganda.
Na RDC, 51 casos já foram oficialmente confirmados em duas províncias localizadas ao norte do país. A própria organização admite, porém, que o número real de infectados pode ser muito maior do que o registrado oficialmente.
Em Uganda, dois casos foram confirmados na capital Kampala, ambos envolvendo pessoas que passaram pela República Democrática do Congo. Um dos pacientes morreu e o outro, um cidadão norte-americano, foi transferido para a Alemanha.
O alerta internacional começou no início do mês, quando autoridades sanitárias da RDC identificaram uma doença de alta mortalidade no município de Mongbwalu, na província de Ituri. O surto chamou atenção após registrar mortes inclusive entre profissionais da saúde.
Dias depois, exames realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa confirmaram a presença do vírus Bundibugyo em oito de 13 amostras analisadas.
Na sexta-feira (15), o governo da República Democrática do Congo declarou oficialmente o 17º surto de ebola do país. Ao mesmo tempo, Uganda também confirmou casos da doença provocados pela mesma cepa.
Diante do avanço dos registros, o diretor-geral da OMS classificou o surto como uma emergência em saúde pública de importância internacional.
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