Saúde • 11:26h • 18 de julho de 2026
Vacinação de gestantes no SUS reduz à metade bronquiolite grave em bebês de até seis meses
Queda de 52,5% foi quase cinco vezes maior do que a observada nas demais faixas etárias infantis. Estudo em andamento estima que cerca de 6,8 mil casos graves tenham sido evitados
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Gov | Foto: Arquivo Âncora1
A vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável pelos casos de bronquiolite em bebês, reduziu em 52,5% as ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças com menos de 6 meses. A vacina está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) desde dezembro e protege o bebê ainda durante a gestação, período em que recebe anticorpos da mãe e fica protegido nos primeiros meses de vida.
Os resultados foram apresentados nesta terça-feira (14) durante a 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do SUS e reforçam a importância da vacinação das gestantes. Desde o início da campanha, mais de 1,2 milhão de doses já foram aplicadas em todo o país.
No primeiro semestre de 2026, os casos graves da doença entre bebês com menos de 6 meses caíram de 14.061 para 6.674 em comparação com o mesmo período de 2025. Nas demais faixas etárias infantis, a redução variou entre 8% e 13%, demonstrando que o maior impacto ocorreu justamente entre os recém-nascidos protegidos pela imunização materna.
Um estudo em andamento estima que cerca de 6,8 mil casos graves tenham sido evitados entre crianças menores de 6 meses. A análise também indica que, neste ano, os bebês dessa faixa etária representaram aproximadamente 35% das internações de crianças de até 4 anos durante o período de maior circulação do vírus, percentual inferior ao registrado antes da introdução da vacina.
A imunização é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. O imunizante estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê durante a gestação, reduzindo o risco de hospitalização nos primeiros meses de vida.
Além da vacina para gestantes, o SUS também disponibiliza o nirsevimabe, um imunobiológico indicado para recém-nascidos prematuros, com até 36 semanas e seis dias de gestação, e para crianças de até 23 meses com doenças que aumentam o risco de complicações, como cardiopatias congênitas e doenças pulmonares crônicas.
Diferentemente das vacinas convencionais, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal pronto, que oferece proteção imediata após a aplicação, sem depender da produção de anticorpos pelo organismo. Administrado em dose única, o medicamento protege por até seis meses. Mais de 100 mil doses já foram aplicadas, principalmente em maternidades e nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
Gestantes e responsáveis por crianças que se enquadram nos critérios de indicação devem procurar uma unidade de saúde para verificar a recomendação da vacina ou do nirsevimabe, conforme cada caso.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos