Educação • 15:12h • 06 de julho de 2026
Vai trocar de escola nas férias? Veja 7 sinais que merecem atenção antes da matrícula na Educação Infantil
Especialistas explicam o que observar além da estrutura física para escolher uma escola alinhada ao desenvolvimento, à aprendizagem e ao bem-estar das crianças
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Central Press | Foto: Arquivo/Âncora1
As férias de julho costumam ser um período em que muitas famílias aproveitam para visitar escolas e organizar a troca de instituição para o segundo semestre. Antes de tomar essa decisão, especialistas orientam que a escolha vá além da aparência da estrutura física e considere aspectos como a proposta pedagógica, a qualificação da equipe e a forma como a criança é acolhida e estimulada no dia a dia.
A recomendação ganha ainda mais importância porque os primeiros anos de vida são decisivos para o desenvolvimento infantil. Segundo o UNICEF, essa fase influencia o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social ao longo da vida. Já a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no relatório Starting Strong II, destaca que a qualidade da Educação Infantil depende de práticas que coloquem o bem-estar, a aprendizagem e o protagonismo da criança no centro do processo educativo.
A proposta pedagógica precisa aparecer além do discurso
Para a gerente pedagógica do Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento dos colégios da Rede Positivo (CIPP), Hannyni Mesquita, a escola deve apresentar com clareza sua visão sobre infância, aprendizagem e desenvolvimento.
Segundo ela, essa proposta precisa ser percebida na rotina, nos ambientes, na atuação dos professores e nas experiências oferecidas às crianças. Durante a visita, é importante observar se aquilo que é apresentado pela instituição realmente acontece no cotidiano.
A psicopedagoga e coordenadora da Educação Infantil do Santo Ivo International School, Ana Paula Pellin, reforça que conhecer a proposta pedagógica desde o primeiro contato ajuda as famílias a compreenderem os valores e as práticas que irão orientar o desenvolvimento da criança.
Brincar também faz parte da aprendizagem
Outro aspecto apontado pelas especialistas é a valorização do brincar com intencionalidade pedagógica. Na Educação Infantil, as brincadeiras não representam apenas momentos de lazer, mas oportunidades para desenvolver criatividade, linguagem, autonomia, interação social e resolução de problemas.
Segundo a OCDE, uma educação de qualidade respeita as formas próprias de aprendizagem das crianças, sem antecipar conteúdos do Ensino Fundamental. O foco deve estar na construção de experiências que despertem curiosidade, investigação e participação ativa.
Ambientes organizados para favorecer a autonomia também merecem atenção. Livros ao alcance das crianças, materiais acessíveis, espaços de exploração e registros dos projetos desenvolvidos indicam que o ambiente foi pensado para estimular o aprendizado.
Curiosidade e desenvolvimento caminham juntos
As especialistas destacam que uma boa escola transforma o interesse natural das crianças em oportunidades de aprendizagem. Projetos que surgem a partir das perguntas dos alunos podem envolver diferentes áreas do conhecimento, sempre respeitando a faixa etária e o ritmo de desenvolvimento.
Outro ponto importante é evitar propostas que acelerem etapas da infância. Em vez de antecipar conteúdos, a Educação Infantil deve qualificar experiências do cotidiano, utilizando momentos como refeições, brincadeiras e atividades ao ar livre para desenvolver autonomia, convivência e descobertas.
Formação da equipe também faz diferença
Antes da matrícula, as famílias também devem buscar informações sobre a formação dos professores, o trabalho da coordenação pedagógica e os investimentos em capacitação da equipe.
Além disso, vale entender como a escola acompanha o desenvolvimento das crianças, de que forma se comunica com os responsáveis, como conduz situações de conflito e qual é o processo de adaptação para os novos alunos.
Segundo as especialistas, conhecer esses aspectos permite uma escolha mais consciente e alinhada às necessidades da criança, especialmente para quem pretende aproveitar o período de férias para iniciar uma nova etapa escolar no segundo semestre.
7 perguntas que podem ajudar na escolha da escola
- Qual é a proposta pedagógica e como ela acontece no dia a dia?
- Quantas crianças há por turma e quantos profissionais acompanham o grupo?
- Como a escola comunica o desenvolvimento das crianças às famílias?
- Como são conduzidas situações de conflito, como mordidas, empurrões e frustrações?
- Qual é a formação dos professores?
- A instituição investe em formação continuada da equipe?
- Como funciona a parceria entre escola e família?
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